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Ações cotadas do setor financeiro têm maior queda em março desde o início da pandemia
Ações do setor financeiro caíram 800 milhões em março, levando o 'stock' total das mesmas a baixar 600 milhões.
20 Abr 2026 - 12:24
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Foto: Adobe Stock/InfiniteFlow
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As ações cotadas emitidas por entidades residentes do setor financeiro sofreram uma desvalorização de 800 milhões em março, revela o Banco de Portugal (BdP). Segundo o supervisor, esta queda foi a maior desde março de 2020, mês em que foram registados os primeiros casos de COVID-19 em Portugal e em que o país entrou em ‘lockdown’.
Esta quebra do setor financeiro justifica, de acordo com o banco central, a redução do ‘stock’ total de ações cotadas, que recuou para 81,1 mil milhões de euros, menos 600 milhões do que no mês anterior. As empresas não financeiras compensaram parcialmente a descida do setor financeiro com uma valorização de 200 milhões. Esta quebra surge um mês após o ‘stock’ total de ações ter tido o maior crescimento dos últimos cinco anos.
No domínio dos títulos de dívida emitidos, o seu valor total fixou-se em 321,9 mil milhões, o que configura uma descida de 4,1 mil milhões em cadeia. “Para esta diminuição contribuíram as desvalorizações verificadas em todos os setores, com destaque para a queda de 5,4 mil milhões nos títulos de dívida emitidos pelas administrações públicas”, salienta o BdP. Esta foi a maior desvalorização desde dezembro de 2022.
Os títulos de dívida emitidos pelas administrações públicas ascenderam a 189,3 mil milhões. Por sua vez, as emissões líquidas de amortizações acumuladas no ano correspondem a 8,3 mil milhões, mais 2,8 mil milhões do que um ano antes.
Por outro lado, as empresas não financeiras, as administrações públicas e o setor financeiro reportaram emissões de títulos de dívida que excederam as amortizações em mil milhões, 400 milhões e 500 milhões, respetivamente.
Também os títulos de dívida ESG vivos no final de março tinham um valor de 13,2 mil milhões, correspondendo a 4,1% do ‘stock’ total de títulos de dívida emitidos por residentes. Houve, portanto, uma quebra de 331 milhões em relação ao mês anterior. “Para esta diminuição contribuíram as amortizações, que superaram as emissões em 124 milhões de euros, e a respetiva desvalorização”, explica o banco central.
Nos 12 meses seguintes a março, de acordo com o BdP, estão previstas amortizações de títulos de dívida no valor de 48,2 mil milhões, que correspondem a 14,5% do ‘stock’ de títulos vivos. O supervisor bancário destaca a amortização prevista de títulos de empresas não financeiras, em abril, no valor de 6,2 mil milhões e a de títulos das administrações públicas, em julho, de 11,5 mil milhões.
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