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Banca e seguros com reclamações a subir
Disparam as queixas dos consumidores junto do Banco de Portugal e da ASF
05 Nov 2026 - 12:40
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Estão a aumentar as reclamações contra os setores da banca e dos seguros em Portugal. Segundo os últimos dados relativos ao primeiro semestre de 2026, constantes do Livro de Reclamações e divulgados nesta quinta-feira pela Direção-Geral do Consumidor (DGC), o Banco de Portugal recebeu 9557 reclamações (mais 64,7% face ao período homólogo), enquanto a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) recebeu 7863 (mais 109,7%).
No setor bancário, o crédito aos consumidores é aquele que motiva mais queixas, com 23,8%, seguido das contas de depósito (21,8%) e das transferências (8,9%). O Banco de Portugal discrimina ainda as reclamações relativas aos intermediários de crédito, que representam 0,3%, e a rubrica «Outros», com 4,5%.
Em termos setoriais, os intermediários de crédito representam 5% do total das reclamações, enquanto as instituições financeiras são responsáveis pelos restantes 95%.
No setor segurador, a regularização de sinistros é o assunto que concentra a maior percentagem de reclamações, com 29,6%, seguida da definição de responsabilidades no sinistro, com 22,8%, e das indemnizações, com 12%.
No que respeita aos mediadores de seguros, entre os dez assuntos mais reclamados destacam-se também a regularização de sinistros (1%), seguida do pagamento de prémios (0,7%) e da cessação do contrato (0,6%).
Por setores, as companhias de seguros representam 91,7% das reclamações, os mediadores 8% e as sociedades gestoras de fundos de pensões 0,4%.
No total, as reclamações recebidas no primeiro semestre de 2026 ascenderam a 154 157, o que representa um aumento de 54,7% face ao período homólogo de 2025.
No top 10 das entidades que tratam mais reclamações, o Banco de Portugal (com 9557) e a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (com 7853) ocupam, respetivamente, o quinto e o sexto lugares. A lista é liderada pela ASAE, com 49 380 reclamações tratadas.
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