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Bison Bank associa-se a investigação da Nova FCT sobre infraestruturas baseadas em moedas digitais
Segundo explica a Nova FCT, "a investigação analisa, de forma progressiva, controlada e mensurável, o potencial de uma infraestrutura baseada em moeda digital ou tokenizada, referenciada a moeda fiduciária".
03 Set 2026 - 13:02
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Da esquerda para a direita Ricardo Martins chief crypto officer do Bison Bank Pedro Silva Caldeira investigador doutoral da Nova FCT António Henriques CEO do Bison Bank José Rodrigues diretor Gestão de Materiais da Navigator e Bárbara Marques diretora de Serviço ao Cliente do Bison Bank | Foto Nova FCT
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Da esquerda para a direita Ricardo Martins chief crypto officer do Bison Bank Pedro Silva Caldeira investigador doutoral da Nova FCT António Henriques CEO do Bison Bank José Rodrigues diretor Gestão de Materiais da Navigator e Bárbara Marques diretora de Serviço ao Cliente do Bison Bank | Foto Nova FCT
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O Bison Bank é uma das entidades envolvidas num projeto de investigação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (Nova FCT). A iniciativa, que inclui também a The Navigator Company, trata-se de uma “avaliação de soluções de ‘settlement’ digital aplicadas ao comércio internacional”.
De uma forma mais detalhada, a Nova FCT explica, em comunicado, que “a investigação analisa, de forma progressiva, controlada e mensurável, o potencial de uma infraestrutura baseada em moeda digital ou tokenizada, referenciada a moeda fiduciária, aplicada a uma operação real de procurement internacional entre a The Navigator Company e um fornecedor internacional”.
A instituição acrescenta que “serão estudados os efeitos nos pagamentos, na reconciliação financeira, na rastreabilidade das transações, na gestão da liquidez e na integração de mecanismos programáveis”.
Apesar da crescente digitalização das empresas, ilustra a Nova FCT, o processo de ‘settlement’ – que “corresponde à liquidação efetiva de uma obrigação financeira e à transferência de fundos entre as partes” – “continua dependente de infraestruturas fragmentadas e múltiplos intermediários”. A isto acresce que, “no comércio internacional, a coexistência de diferentes jurisdições, moedas e sistemas bancários agrava esta complexidade, gerando pagamentos lentos, custos elevados, reduzida visibilidade e imobilização de capital”, aponta.
Neste sentido, os ativos digitais referenciados a uma moeda fiduciária podem assumir um papel relevante neste contexto e reduzir estas “fricções”. Estes ativos podem permitir “transferências de valor mais rápidas, rastreáveis, e previsíveis, sem comprometer a estabilidade exigida pelas transações empresariais”.
“Uma das vertentes mais inovadoras do projeto é a análise do ‘settlement’ programável, através de mecanismos como ‘smart contracts’, associando o movimento financeiro aos eventos que lhe dão origem e reduzindo tarefas manuais, atrasos e erros de reconciliação”, destaca a faculdade.
Existem, contudo, desafios de interoperabilidade, regulação, segurança e integração com os sistemas existentes, explica a instituição, que acrescenta ainda que se “somam fatores de confiança e aceitação entre participantes”. “A viabilidade tecnológica não garante, por si só, adoção nem criação de valor: importa investigar estas soluções com rigor científico, identificando benefícios, riscos e bloqueios que condicionam uma implementação segura”, reforça.
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