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Bancos portugueses esperam queda na procura pelo crédito à habitação no 2.º trimestre

Os bancos nacionais esperam que os critérios de concessão de crédito não fiquem mais restritivos para particulares. O mesmo não acontece no caso das PME.

28 Abr 2026 - 13:03

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Foto: Pexels

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Os bancos portugueses estimam que o segundo trimestre de 2026 traga uma descida na procura pelo crédito à habitação por parte dos particulares. A informação consta do resultado do inquérito sobre o mercado de crédito feito às instituições bancárias no final do primeiro trimestre, divulgado pelo Banco de Portugal (BdP).

A par da queda nos empréstimos para habitação, também os créditos ao consumo devem ter menos pretendentes, esperam os bancos nacionais, ainda que o decréscimo deva ser menor. No sentido oposto, as PME devem aumentar a sua procura por crédito, “transversal à maturidade dos empréstimos”, adianta o banco central em comunicado.

Apesar da maior procura esperada, as instituições bancárias preveem que os critérios de concessão de crédito fiquem mais apertados para as PME no segundo trimestre. Já para os particulares não contam com alterações.

Esta previsão está em linha com aquilo que foi a realidade do início de 2026. Os bancos indicaram que houve critérios ligeiramente mais restritivos para as PME e em empréstimos de longo prazo a empresas. A justificação apresentada prende-se com a situação e perspetivas económicas atuais.

No caso dos particulares, o BdP indica que o mercado da habitação contribuiu para critérios mais restritivos, “embora sem impacto agregado”.

No que diz respeito aos termos e condições dos créditos concedidos, o banco central adianta que, tanto para PME como para grandes empresas, houve um aumento ligeiro do spread aplicado a empréstimos de maior risco. No sentido inverso, os créditos de risco médio notaram uma diminuição na taxa de juro, bem como nas comissões e outros encargos.

O primeiro trimestre registou uma subida da procura por crédito por parte das PME e por empréstimos de curto prazo, no plano empresarial, e por particulares em ambos os segmentos. Por outro lado, houve menos procura por parte das grandes empresas.

Estas últimas têm procurado fontes de financiamento alternativas, levando à diminuição da procura. Já as necessidades de financiamento de existências e de fundo de maneio explicam o aumento do lado das PME.

Para os particulares, o regime regulamentar e fiscal do mercado da habitação, bem como a evolução do mesmo, são as razões por detrás de uma maior procura neste segmento. No crédito ao consumo é apontada a confiança dos consumidores e o recurso a empréstimos garantidos por imóveis.

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