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BCE confirma o esperado: taxa de juro sobe 25 pontos base
A decisão está em linha com o que os analistas previam e o que os mercados já tinham descontado.
10 Set 2026 - 13:44
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Sede do BCE em Frankfurt/Foto: BCE
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Sede do BCE em Frankfurt/Foto: BCE
O Banco Central Europeu (BCE) anunciou, nesta quinta-feira, que vai subir a taxa de juro de referência em 25 pontos base, para 2,5%. O supervisor bancário sublinha que o conflito no Médio Oriente “continua a gerar pressões inflacionárias e a inflação deve manter-se bem acima do objetivo durante um período extenso”. A decisão está em linha com o que os analistas previam e o que os mercados já tinham descontado.
“As perspetivas mantêm-se altamente incertas, com riscos de subida do lado da inflação e de queda do lado do crescimento económico. Em relação ao choque energético, os cenários atualizados desenhados pelo pessoal do BCE ilustram a ampla gama de resultados possíveis quanto à evolução do crescimento e da inflação, com base em diferentes pressupostos sobre a intensidade e a duração do choque, bem como sobre os seus efeitos indiretos e de segunda vaga”, explica o regulador em comunicado.
Assim, a taxa de juro de facilidade de depósito passa para 2,5% e a das operações principais de refinanciamento para 2,65%. Já a taxa de juro da facilidade de crédito marginal passa a fixar-se em 2,9%. Estas taxas entram em vigor a 16 de setembro.
A instituição liderada por Christine Lagarde considera que, com esta decisão, “o Conselho de Governadores mantém-se bem posicionado para enfrentar a incerteza causada pelo conflito”.
Tal como nos últimos meses, o Conselho de Governadores indica que vai seguir uma abordagem dependente de dados e decidir reunião a reunião, não se comprometendo com uma tendência específica para os juros.
O Conselho de Governadores, garante o supervisor, “está pronto para ajustar todos os seus instrumentos, no âmbito do seu mandato, de modo a garantir que a inflação se estabilize na meta de 2% a médio prazo e a preservar o bom funcionamento da transmissão da política monetária”. Paralelamente, lembra, “o Instrumento de Proteção da Transmissão está disponível para contrariar dinâmicas de mercado injustificadas e desordenadas que representem uma séria ameaça à transmissão da política monetária em todos os países da área do euro”.
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