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Primeiro investimento médio de clientes da Revolut na UE é de 406 euros
Olhando para a mediana, esta baixa para 18 euros. Um estudo da Revolut conclui que a possibilidade de investir com pequenos montantes é uma vantagem para os portugueses.
10 Set 2026 - 12:05
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Foto: Revolut
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Foto: Revolut
Os clientes da Revolut na União Europeia (UE) colocam, em média, 406 euros no seu primeiro investimento, de acordo com dados revelados nesta quinta-feira pela empresa. O valor baixa substancialmente quando se considera a mediana, passando para apenas 18 euros.
A ‘fintech’ britânica lançou o seu primeiro Índice de Erosão da Riqueza Europeia, onde elenca os vários motivos pelos quais os portugueses não investem as suas poupanças. A literacia financeira, a inércia e a complicação de gerir várias ferramentas financeiras figuram no topo das razões, mas uma outra surge em alta: a possibilidade de começar com pequenos montantes, a que a Revolut chama, em comunicado, microinvestimentos. Esta foi apontada por 41% de 1000 portugueses inquiridos.
A empresa argumenta que esta possibilidade faz diferença e “reduz as barreiras de entrada”, apoiando-se precisamente nos valores já apresentados. Além disso, de acordo com a Revolut, esta reportou um aumento de 56% no número de investidores de retalho ativos na EU face ao ano anterior.
De acordo com a Revolut, há três grandes obstáculos ao investimento a nível nacional. A falta de literacia financeira, em primeiro lugar. “Mais de 44% dos inquiridos portugueses avaliam incorretamente os seus rendimentos ajustados à inflação ou desconhecem o tema: 21% não sabem como as taxas dos depósitos se comparam com a inflação, 12% pensam que as taxas dos depósitos e a inflação são exatamente iguais e 11% julgam erradamente que as taxas dos depósitos são mais elevadas”, revela.
Por sua vez, a inércia é também um fator impactante. Segundo o estudo do banco digital, seis em cada dez portugueses nunca mudaram de banco para obter um rendimento melhor. As principais razões para tal vão desde preferir manter o dinheiro todo num único banco, apontado por 23,5%, a considerar que a diferença de taxa é demasiado pequena, de acordo com outros 19,6%. Há ainda 11,6% que admitem não saber onde procurar.
A “fragmentação financeira” é a terceira grande barreira. Mais de 53% dos portugueses indica ter várias aplicações financeiras e 39% dos que têm várias aplicações considera que esta fragmentação dificulta o investimento. Mais especificamente, 25,9% considera não ter uma visão clara sobre o que pode investir e 14,7% defende que transferir dinheiro entre plataformas dá demasiado trabalho.
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