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BCE revê em alta crescimento económico para 2026 e 2027
O BCE ficou mais otimista após os dados sobre o crescimento económico do segundo trimestre.
10 Set 2026 - 17:03
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Foto: BCE
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O Banco Central Europeu reviu as suas previsões económicas para este ano e o próximo, ficando ligeiramente mais otimista sobre a economia da Zona Euro. Segundo as projeções divulgadas, o supervisor estima agora um aumento do PIB de 0,9% em 2026 e 1,4% em 2027, mais 0,1 pontos percentuais (pp) e 0,2 pp face às previsões de junho.
Para 2028, o BCE mantém a expectativa de um crescimento de 1,5%. Estes valores dizem respeito ao cenário-base do regulador. Para a hipótese mais otimista e para o cenário adverso, o crescimento esperado em 2026 também é de 0,9%, enquanto na previsão severa baixa para 0,8%.
Para 2027, o cenário mais suave idealiza um crescimento de 1,5%, baixando para 1,1% no adverso e 0,4% no severo. 2028 atinge um aumento de 1,6% na realidade mais otimista e 1,4% nas restantes.
Esta revisão em alta surge devido aos dados inesperadamente mais otimistas do segundo trimestre. O BCE acredita que a onde de calor que atingiu a Europa durante o verão teve um impacto limitado na economia europeia. “A médio prazo, a procura doméstica deve ser sustentada por uma recuperação nos rendimentos reais, impulsionados pela menor inflação na energia, bem como pelo mercado laboral resiliente, cuja taxa de desemprego deve atingir níveis historicamente baixos”, aponta.
Ao mesmo tempo, os maiores gastos dos governos em defesa e infraestrutura, especialmente na Alemanha, acompanhados por investimentos em Inteligência Artificial, devem também alimentar o crescimento nos próximos anos.
Olhando para a inflação, as perspetivas a curto prazo mantêm-se, com a estimativa do cenário base para 2026 nos 3%. Em 2027, a expectativa cresce de 2,3% para 2,5% e, em 2028, de 2% para 2,1%.
A hipótese mais otimista coloca a inflação de 2026 em 2,9%, agravando-se para 3,1% e 3,3% nos cenários adverso e severo, respetivamente. Em 2027, a inflação prevista é de 1,9%, 3,2% e 5,4% nas várias hipóteses, indo, respetivamente, da mais para a menos otimista.
Na melhor das hipóteses, a inflação em 2028 recua para 1,8%. O cenário adverso propõe 2,3% e o severo 3,2%.
“A perspetiva para a inflação continua a ser altamente influenciada pelo choque energético, que se presume vai dissipar, ainda que exista muita incerteza em volta desta possibilidade”, explica o regulador.
Recorde-se que o BCE atualizou as taxas de juro de referência nesta quinta-feira, subindo as mesmas em 25 pontos base para 2,5%.
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