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Inflação leva juros da dívida a longo prazo dos EUA a máximo desde 2007
No prazo de 30 anos, o rendimento dos títulos do Tesouro situava-se em 5,35%, por volta das 14:40 (hora continental), com os credores a exigirem juros mais elevados para compensar a inflação.
10 Set 2026 - 17:45
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A taxa de juro da dívida pública federal dos EUA atingiu nesta quinta-feira um novo máximo desde 2007, após a publicação de dados que revelam uma aceleração da inflação devido aos elevados preços da energia.
No prazo de 30 anos, o rendimento dos títulos do Tesouro situava-se em 5,35%, por volta das 14:40 (hora continental), com os credores a exigirem juros mais elevados para compensar a inflação. Estes antecipam também aumentos sucessivos das taxas de juro da Reserva Federal (Fed).
O índice de preços no produtor registou uma aceleração significativa no mês passado nos Estados Unidos, situando-se em 5,4% em termos homólogos, contra 4,8% em julho.
Com a nova escalada militar entre Washington e Teerão, os investidores não vislumbram tréguas no que diz respeito aos preços e exigem rendimentos mais elevados para manter as margens a longo prazo.
A taxa de juro das obrigações a dez anos situava-se nos 4,92%, o valor mais elevado desde 2023. Antes dos primeiros ataques israelo-americanos no Irão, no final de fevereiro, situava-se em 3,94%.
No Reino Unido, a taxa de rendimento a dez anos também atingiu o nível mais elevado desde 2007, em 5,34%, e a taxa a 30 anos atingiu os 5,92%, valor recorde desde 1998.
Neste sentido, o choque inflacionista está a levar os bancos centrais a endurecer a política monetária para evitar uma escalada dos preços. O Banco Central Europeu subiu nesta quinta-feira as taxas de juro e o homólogo norte-americano deverá fazer o mesmo na próxima semana, de acordo com as previsões dos analistas.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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