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BCE considera que exigências de capital na banca não afetaram oferta de crédito
A presidente do Conselho de Supervisão do BCE argumenta que não há provas de que menos capital resulta necessariamente em mais empréstimos.
15 Set 2026 - 14:25
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Claudia Buch presidente do Conselho de Supervisão do BCE | Foto BCE Adrian Petty
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Claudia Buch presidente do Conselho de Supervisão do BCE | Foto BCE Adrian Petty
A presidente do Conselho de Supervisão do Banco Central Europeu (BCE), a alemã Claudia Buch, considera que a implementação das reformas de Basileia III não afetou a oferta de crédito à economia. “A implementação das reformas de Basileia III aumentou a resiliência do setor bancário e reduziu o risco”, afirmou no discurso de abertura da conferência “Observando a regulação e a supervisão do mercado financeiro europeu”, organizada pelo Instituto Leibniz e pela Universidade Goethe, em Frankfurt.
As reformas de Basileia III são normas internacionais criadas pelo Comité de Basileia de Supervisão Bancária para garantir que os bancos têm capital e liquidez suficientes para cumprir as suas obrigações e absorver perdas numa crise financeira.
Buch explicou que o impacto das exigências de capital deve ser avaliado no contexto do cenário cíclico e das condições iniciais dos bancos. “Os bancos que iniciam uma recessão com uma posição de capital mais sólida tendem a ter um desempenho melhor e a manter a concessão de empréstimos com maior eficácia do que aqueles que partem de uma posição de capital mais fraca”, segundo Buch. “Bancos com capitalização fraca são mais propensos a restringir o crédito quando as perdas se concretizam”, acrescentou.
A presidente do Conselho de Supervisão do BCE também defendeu que, “a longo prazo, requisitos de capital mais elevados não reduzem a concessão de empréstimos”. O aumento dos requisitos de capital pode ter um impacto negativo a curto prazo na oferta de crédito quando os bancos já estão próximos de seus requisitos mínimos, apresentam baixa rentabilidade ou enfrentam custos elevados para obter capital, argumentou Buch.
Além disso, reduzir os requisitos de capital não gera necessariamente empréstimos adicionais, segundo Buch. Um exemplo disso são os fatores de apoio que a Europa introduziu como desvios (temporários) da estrutura de Basileia, para garantir que a regulamentação de capital dos bancos não desestimulava a concessão de empréstimos a PME e a projetos de infraestrutura.
Esses desvios reduziram as exigências de capital para as exposições afetadas. “No entanto, não há evidências de que tenham um impacto relevante na concessão de empréstimos”, salientou Buch.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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