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Orcel quer que presidente e CEO do Commerzbank deixem os seus cargos
O CEO do UniCredit também não tem intenções de ceder à exigência do Governo da Alemanha de ter dois assentos no Conselho de Supervisão do Commerzbank.
15 Set 2026 - 14:15
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Bettina Orlopp CEO do Commerzbank e Andrea Orcel CEO do UniCredit | Foto Commerzbank e UniCredit editada por Rigby Ciprião Jornal PT50
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Bettina Orlopp CEO do Commerzbank e Andrea Orcel CEO do UniCredit | Foto Commerzbank e UniCredit editada por Rigby Ciprião Jornal PT50
O CEO do UniCredit, Andrea Orcel, quer a sua homóloga do Commerzbank, Bettina Orlopp, e o presidente do banco alemão, Jens Weidmann, a abandonarem os seus cargos na instituição. A informação é avançada pela Reuters, que cita fontes com conhecimento do assunto.
Segundo três pessoas que estão por dentro desta questão, o banqueiro italiano não só quer Orlopp de saída como também não pretende conceder os dois lugares exigidos pelo ministro das Finanças no Conselho de Supervisão ao Governo alemão.
Orlopp admitiu, há quase duas semanas, que uma saída prematura do cargo poderia acontecer se não estivesse alinhada com a estratégia do Conselho de Supervisão.
Esta informação surge um dia após o Ministério das Finanças, liderado por Lars Klingbeil, ter revelado as exigências apresentadas ao CEO do segundo maior banco de Itália, que atingiu uma participação de cerca de 48% no rival alemão através de uma Oferta Pública de Aquisição. Segundo a Reuters, não ficou claro se a permanência dos líderes do banco foi discutida na reunião entre as duas partes.
De acordo com o Klingbeil, o ministério propôs que o Commerzbank continuasse cotado na bolsa de Frankfurt, preservando a sua sede alemã e a sua marca, bem como o financiamento às PME do país. Paralelamente, o executivo quer ter dois assentos no Conselho de Supervisão do banco.
Recorde-se que o Governo germânico tem uma participação de cerca de 13,3% na instituição. Segundo a informação disponibilizada no site do Commerzbank, este conta ainda com outros acionistas com posições mais residuais, como a BlackRock, o Jefferies Financial Group, a Nomura Holdings, o Citigroup e o Morgan Stanley.
A Reuters indica que o Ministério das Finanças e o Commerzbank recusaram comentar e que não foi possível obter uma resposta do UniCredit até ao momento.
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