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BIS diz que existe uma tendência de queda nos preços reais das casas. Em Portugal, subiram 15% no primeiro trimestre de 2026
Desde o início da pandemia de Covid-19, os preços reais dos imóveis residenciais aumentaram 2,7% em termos globais
28 Ago 2026 - 07:30
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O Banco de Pagamentos Internacionais (BIS), considerado o banco central dos bancos centrais, revelou na quinta-feira que os preços reais das casas a nível mundial diminuíram 1,2% em termos homólogos no primeiro trimestre de 2026. Nas estatísticas sobre os preços dos imóveis residenciais referentes ao primeiro trimestre do ano, o BIS refere que os “preços reais pararam de crescer nas economias avançadas (-0,2% em relação ao ano anterior) e continuaram a diminuir nas economias de mercado emergentes (-2% em relação ao ano anterior), impulsionados principalmente pela evolução na Ásia”.
Mas esta tendência não se verifica na Europa, em especial em Portugal. Com efeito, e de acordo com os dados recolhidos pelo BIS, “no primeiro trimestre de 2026, as jurisdições com os maiores aumentos nos preços reais dos imóveis residenciais foram Portugal (15% em comparação com o período homólogo), a Macedónia do Norte (13%) e a Bulgária (11%)”. Em Espanha, a valorização foi de 10% e, em Itália, de 4%. Observaram-se ligeiras quedas em França e na Alemanha (-1%).
A queda mais acentuada ocorreu na China (-7%), principal responsável pelo declínio agregado observado na Ásia emergente, no Canadá (-7%) e na Nova Zelândia (-4%).
“Desde o início da pandemia de Covid-19, no quarto trimestre de 2019, os preços reais dos imóveis residenciais aumentaram 2,7% globalmente. Entre as economias do G20, a inflação dos preços dos imóveis foi particularmente notável na Turquia (105%), na Austrália (23%), no México (22%) e nos Estados Unidos (18%). Por outro lado, os preços reais diminuíram mais na China (-22%), seguida pelo Canadá (-9%) e pela Indonésia (-8%)”, diz o BIS.
Aquela entidade refere ainda que “numa perspetiva de longo prazo, os preços reais das casas a nível mundial estão bem acima dos níveis observados no final da crise financeira global, com um aumento significativo de 20%. São particularmente elevados na Turquia (117%), na Índia (62%) e nos Estados Unidos (56%). Em contrapartida, os preços reais permanecem bem abaixo dos seus níveis pós-crise financeira global em Itália (-24%) e na China (-15%)”.
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