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CEO do Monte dei Paschi desafia administração e tenta manter cargo

Luigi Lovaglio perdeu o apoio do Conselho de Administração após chocar com um dos maiores acionistas. Lista apresentada por pequeno investidor propõe renovação de mandato.

23 Mar 2026 - 18:16

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Foto: Jornal PT50/Sónia Santos Dias

Foto: Jornal PT50/Sónia Santos Dias

O CEO do Monte dei Paschi di Siena (MPS), Luigi Lovaglio, está a tentar assegurar o seu emprego a todo o custo. O banqueiro de 70 anos não teve apoio do Conselho de Administração para renovar o mandato, tendo sido excluído da lista aprovada pela cúpula do banco para a assembleia agendada para abril. Agora, surge como candidato numa lista submetida por um acionista minoritário.

A PLT Holding, veículo de investimento da família Tortora, detém mais de 1,2% do MPS e anunciou que vai submeter uma lista para o Conselho de Administração, em que propõe uma renovação do mandato do atual CEO, segundo a Reuters. Citada pela agência, a PLT afirma que o seu objetivo é “completar a implementação do plano industrial já definido… e, ao mesmo tempo, agarrar quaisquer oportunidades de crescimento externo que surjam”.

Fontes citadas pela Reuters revelaram que Lovaglio – atualmente sob investigação devido ao negócio de aquisição do rival Mediobanca no ano passado – tem reunido com investidores do MPS de forma a tentar combater a decisão da administração de o excluir.

Entretanto, a Reuters avançou, nesta segunda-feira, que a administração vai agora analisar a lista proposta pela PLT, explicaram fontes à agência de notícias. Duas fontes adiantaram que a administração vai pedir a demissão de Lovaglio e, caso este rejeite, essas mesmas fontes e uma outra acrescentam que podem vir a ser-lhe retiradas as competências delegadas. Duas destas pessoas acrescentaram que a exoneração é uma possibilidade, ainda que remota de momento.

O problema reside precisamente na integração do banco adquirido. As mesmas fontes indicaram à Reuters que um dos maiores acionistas do banco, Francesco Caltagirone, não é apologista de retirar o Mediobanca da bolsa, tornando a empresa uma subsidiária do MPS com marca própria. Caltagirone negou qualquer embate com Lovaglio e referiu que a discussão sobre estratégia era ao nível da administração.

Por outro lado, a Delfin, a maior acionista do MPS, apoia a renovação de mandato de Lovaglio. Outro acionista apoiante do líder do banco era o Ministério das Finanças, que entretanto se retirou da equação devido às investigações em curso.

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