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CGD estima impacto de 10% no crédito à habitação devido às medidas macroprudenciais

Paulo Macedo aceita as decisões do supervisor, mas questiona se não contrariam a estratégia definida pela União Europeia

30 Jul 2026 - 18:26

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Paulo Macedo, CEO da CGD | Foto:

Paulo Macedo, CEO da CGD | Foto:

As novas medidas macroprudenciais decididas pelo Banco de Portugal para restringir o acesso ao crédito à habitação e ao crédito ao consumo deverão ter um impacto de cerca de 10% no negócio da Caixa Geral de Depósitos (CGD), o dobro da estimativa avançada esta semana pelo CEO do Millennium bcp.

O presidente executivo da CGD, Paulo Macedo, afirmou nesta quinta-feira que aceita todas as medidas adotadas pelo supervisor, mas questionou se estas não estarão em contradição com as orientações da União Europeia (UE), que, no relatório sobre a competitividade do setor bancário europeu, defende que os bancos devem assumir mais risco.

A propósito desse relatório, que também defende a consolidação do setor financeiro europeu através de fusões, Paulo Macedo considerou que «as fusões são positivas quando acrescentam valor. Há casos em que isso acontece e outros em que não».

O gestor acrescentou que «a questão da dimensão tem hoje uma importância que não tinha há alguns anos. Os investimentos necessários para dispor da melhor tecnologia e atrair os melhores profissionais são cada vez maiores e, para isso, é necessário haver instituições mais robustas». Ainda assim, sublinhou que «existem sinais contraditórios entre os vários intervenientes relativamente a estas questões».

Questionado sobre um eventual interesse no Banco CTT, Paulo Macedo afastou esse cenário. «Um banco em Portugal só nos interessaria se fosse complementar ao negócio da Caixa e se dispusesse de uma base de clientes relevante que acrescentasse valor à carteira de clientes da CGD. Neste momento, não estamos a analisar aquisições de bancos», afirmou.

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