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Consumidores europeus esperam menos crescimento económico, mais desemprego e mais inflação nos próximos 12 meses
Para os próximos 12 meses, os consumidores estimam que a inflação atinja 3,6%, o desemprego chegue aos 11,3% e o crescimento económico caia 1,5%.
23 Out 2026 - 10:39
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Os consumidores da Zona Euro continuam sem previsões otimistas para o que está para vir. O inquérito do Banco Central Europeu (BCE) sobre as expectativas dos consumidores de setembro revela que estes esperam mais inflação, mais desemprego e menos crescimento económico ao longo dos próximos 12 meses.
O inquérito mensal foi feito a cerca de 19 mil pessoas de 11 países da área do euro entre 27 de agosto e 28 de setembro.
Os resultados indicam que as pessoas esperam que o crescimento económico caia 1,5%, acima dos 1,2% do mês anterior, invertendo a tendência mais otimista que vinha a registar-se desde abril.
No que diz respeito ao mercado laboral, os europeus contam agora que a taxa de desemprego atinja 11,3%, mais 0,3 pontos percentuais do que em agosto. Tal como nos inquéritos anteriores, reforça o BCE, os agregados do quintil salarial mais baixo são mais pessimistas do que os do quintil mais elevado, esperando que a taxa atinja 13,6%, contra 9,7%, respetivamente.
Olhando para a inflação, os consumidores elevaram tanto a sua perceção em relação aos 12 meses anteriores, de 3,5% para 3,6%, como a previsão para o ano seguinte, que subiu de 3% para 3,1%. Já as expectativas para os próximos três e cinco anos fixaram-se em 2,9% e 2,5%, respetivamente, não sofrendo alterações face a agosto.
O inquérito adianta que o quintil salarial mais baixo reportou uma perceção da inflação nos últimos meses mais elevada, bem como uma previsão mais alta. Já o quintil oposto teve respostas contrárias. Em termos de idade, os jovens dos 18 aos 34 continuam a apontar perceções e previsões mais baixas da inflação do que os adultos dos 35 aos 70.
Para os salários, os consumidores esperam que o aumento nominal dos salários seja de 1,1%, acima do valor registado em agosto de 1%. As expectativas sobre o crescimento dos salários continuam a ser maiores no quintil mais baixo, onde se fixou em 1,5%, do que no mais elevado, que indicou 1,2%.
Em relação à habitação e ao mercado de crédito, o preço das casas deve aumentar 3,5% no próximo ano, acima dos 3,4% de agosto. A perspetiva mais otimista sobre esta evolução reside no quintil com salário mais alto, que se fica pelos 3,2%, enquanto o lado oposto atinge 4%.
Já a expectativa sobre os juros do crédito à habitação manteve-se em 4,9%. O quintil dos salários mais altos espera as menores taxas de juro nos próximos 12 meses, de 4,4%. Já o quintil que aufere menos conta que as taxas atinjam 5,7%.
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