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Preços das casas continuam a subir, mas as transações já diminuem
Dados do Instituto Nacional de Estatística mostram uma subida de 18,4% do preço mediano face a 2025 e uma quebra de 9% nas vendas.
23 Out 2026 - 11:58
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Foto UnsplashJakub Zerdzicki
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Os preços da habitação continuam a subir em praticamente todo o território nacional. Segundo os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), no segundo trimestre de 2026, o preço mediano dos 37 854 alojamentos familiares transacionados em Portugal foi de 2 445 euros por metro quadrado (€/m²), correspondendo a uma taxa de variação homóloga de 18,4%, face ao segundo trimestre de 2025 (19,8% no trimestre anterior). Já o número de transações de alojamentos familiares em Portugal diminuiu 9% em relação ao mesmo trimestre de 2025.
O preço mediano da habitação aumentou, em relação ao período homólogo de 2025, nas 26 sub-regiões NUTS III, destacando-se o Médio Tejo (25,4%), o Oeste (24%), a Lezíria do Tejo e a Região Autónoma dos Açores (ambas com 23,9%) e a Península de Setúbal (22,2%).
As cinco sub-regiões com os preços medianos da habitação mais elevados — Grande Lisboa, Algarve, Península de Setúbal, Região Autónoma da Madeira e Área Metropolitana do Porto — apresentaram também os valores mais elevados em ambas as categorias de domicílio fiscal do comprador: território nacional e estrangeiro.
Nas sub-regiões da Grande Lisboa e da Área Metropolitana do Porto, o preço mediano por metro quadrado das transações efetuadas por compradores com domicílio fiscal no estrangeiro superou em 47% e 37,5%, respetivamente, o preço das transações realizadas por compradores com domicílio fiscal em território nacional.
No segundo trimestre de 2026, os preços da habitação aceleraram — ou seja, registaram aumentos nas taxas de variação homóloga — em 10 dos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes (face a 11 no primeiro trimestre de 2026). Os municípios de Loures (+9,7 pontos percentuais) e de Matosinhos (+9,5 pontos percentuais) apresentaram os maiores acréscimos. Já o município de Guimarães registou a maior diminuição da taxa de variação homóloga, de 13,4 pontos percentuais.
Os municípios de Lisboa e do Porto registaram decréscimos de 8,9 e 5,4 pontos percentuais, respetivamente, nas taxas de variação homóloga do primeiro para o segundo trimestre de 2026. Lisboa (5 299 €/m²), Cascais (5 200 €/m²) e Oeiras (4 704 €/m²) apresentaram os preços medianos da habitação mais elevados.
Os valores publicados referem-se à mediana dos preços por metro quadrado (€/m²) dos alojamentos familiares transacionados, ou seja, ao valor que divide o conjunto ordenado de preços em duas partes iguais.
No segundo trimestre de 2026, o preço mediano dos alojamentos familiares transacionados em Portugal envolvendo compradores com domicílio fiscal no estrangeiro foi de 3 182 €/m², mais 15,7% do que no trimestre homólogo. No caso das transações envolvendo compradores com domicílio fiscal em território nacional, o preço mediano foi de 2 421 €/m², mais 18,6% do que no mesmo período de 2025.
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