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Criada a rede de bancos centrais dos países de língua portuguesa
Os oito supervisores vão criar um comité de política económica para analisar temas comuns aos vários Estados. A primeira reunião terá lugar em Angola ainda este ano
15 Abr 2026 - 16:45
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Rede de Bancos Centrais dos Países de Língua PortuguesaFoto Banco de Portugal
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Rede de Bancos Centrais dos Países de Língua PortuguesaFoto Banco de Portugal
Foi uma prioridade definida pelo governador do Banco de Portugal aquando da sua tomada de posse. Álvaro Santos Pereira pretendia criar uma rede de bancos centrais de língua portuguesa, como fórum de troca de experiências ao nível da política monetária entre os vários países.
Essa iniciativa foi concretizada nesta quarta-feira, em Washington, à margem das Reuniões de Primavera do FMI/Grupo Banco Mundial. Segundo um comunicado do Banco de Portugal, “os governadores e presidentes do Banco Nacional de Angola, do Banco Central do Brasil, do Banco de Cabo Verde, do Banco Central dos Estados da África Ocidental, representado pela diretora nacional para a Guiné-Bissau, do Banco de Moçambique, do Banco de Portugal, do Banco Central de São Tomé e Príncipe e do Banco Central de Timor-Leste acordaram em estabelecer a Rede dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa (BCPLP), um passo fundamental para o reforço da cooperação estratégica entre os países lusófonos”.
“A criação da Rede dos BCPLP espelha a importância crescente da construção de pontes entre as instituições dos vários países, reforçando, estruturando e tornando permanente o trabalho conjunto que já tem vindo a ser realizado”, acrescenta o comunicado.
A partilha de conhecimento e a cooperação entre todos permitirão um desempenho mais eficaz das respetivas missões, e o alinhamento de posições potenciará a relevância dos BCPLP no contexto internacional e nos diversos fóruns multilaterais.
Haverá uma presidência anual rotativa. Cada banco central trará para a agenda da rede a discussão de temas de interesse comum que lhe sejam particularmente relevantes e sobre os quais pretenda aprofundar a reflexão.
A primeira reunião oficial desta rede de bancos centrais lusófonos terá lugar em novembro de 2026, em Luanda, e a primeira presidência será assegurada pelo Banco de Portugal durante 2027.
Além de encontros regulares de alto nível, serão criados grupos de trabalho para a discussão dos temas da agenda numa perspetiva técnica, fomentando a troca de experiências e a partilha transversal de boas práticas e conhecimento entre os bancos centrais lusófonos.
Será ainda criado um comité de política económica, que analisará e discutirá temas e políticas de interesse comum às economias dos países envolvidos.
Com esta iniciativa, o Banco de Portugal refere que se reforça o compromisso com a cooperação estratégica e se promove a relevância da lusofonia no contexto dos bancos centrais.
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