Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

3 min leitura

Comissária defende “finanças abertas” como condição fundamental para maximizar os efeitos da IA

Maria Luís Albuquerque falou em Harvard sobre como a tokenização, a DLT e a Inteligência Artificial estão a transformar o sistema financeiro.

15 Abr 2026 - 16:10

3 min leitura

Comissária Europeia dos Serviços Financeiros falou em Harvard/Foto: Linkedin

Comissária Europeia dos Serviços Financeiros falou em Harvard/Foto: Linkedin

A Comissária Europeia dos Serviços Financeiros está em Washington para a reunião da primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI). Nesta quarta-feira, Maria Luís Albuquerque falou na Universidade de Harvard sobre como a tokenização, a tecnologia de registo distribuído (DLT) e a Inteligência Artificial (IA) estão a revolucionar os mercados financeiros europeus e defendeu a existência de finanças abertas (open finance) como um pressuposto fundamental para o pleno desenvolvimento das novas tecnologias.

“A IA nas finanças depende fundamentalmente do acesso a grandes volumes de dados de elevada qualidade e diversidade. Sem isso, o seu desenvolvimento na Europa permanecerá limitado e fragmentado”, afirmou a comissária, acrescentando: “É por isso que as finanças abertas são essenciais: permitem a partilha segura de dados, com base no consentimento, dando às empresas a escala necessária para desenvolver e implementar soluções eficazes de IA. A nossa proposta europeia FiDA segue essa direção, embora enfrente críticas por parte dos operadores incumbentes.”

Para Maria Luís Albuquerque, “ao mesmo tempo, as finanças abertas asseguram um quadro de confiança, com fortes salvaguardas em matéria de privacidade, segurança e responsabilização. Desta forma, não só apoiam a inovação, como constituem uma condição necessária para desenvolver uma IA competitiva e fiável no setor financeiro europeu”.

A comissária defendeu que “tanto a tokenização como a IA têm um potencial significativo para transformar os nossos mercados — especialmente quando combinadas. A tokenização fornece uma infraestrutura em tempo real, programável e interoperável, enquanto a IA traz a capacidade de a operar de forma dinâmica e à escala, tirando partido de todos os dados disponíveis”.

“Temos a oportunidade de redesenhar o funcionamento dos nossos mercados financeiros, tornando-os mais acessíveis, eficientes e resilientes para o futuro”, salientou.

Maria Luís Albuquerque recordou os tempos “do mundo analógico pré-smartphone, em que viajar não começava no aeroporto, mas dias antes, no banco ou no balcão de câmbio — trocando papel por papel”. E acrescentou: “Quando viajo, nem penso em câmbio — a minha carteira digital e os meus cartões de pagamento ‘acordam’ simplesmente numa nova jurisdição e adaptam-se. Esta é a simplicidade que hoje se espera, e esta é a escala da transição que acredito estar à nossa frente.”

A comissária referiu ainda que, há seis anos, a UE publicou a sua primeira Estratégia de Finanças Digitais. “Nela, fizemos uma escolha decisiva de priorizar a inovação, abordando simultaneamente os seus potenciais riscos. A par do quadro pioneiro para criptoativos, conhecido como MiCA, introduzimos também um projeto-piloto para a utilização de tecnologia de registo distribuído nas infraestruturas dos mercados financeiros”, afirmou, acrescentando que “adotámos uma abordagem proativa de ‘sandbox’ para a DLT, reconhecendo o potencial que esta tecnologia poderia trazer aos serviços financeiros, assegurando ao mesmo tempo que dispúnhamos de ferramentas para mitigar riscos em tempo real”.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade