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DBRS destaca lucros da banca nacional apesar de quebra da margem financeira
Bancos nacionais lucraram 3,99 mil milhões até setembro, abaixo dos 4,01 mil milhões registados um ano antes.
17 Nov 2025 - 12:03
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A Morningstar DBRS destacou, nesta segunda-feira, a elevada rendibilidade dos bancos portugueses nos resultados até setembro deste ano, apesar da pressão sobre a margem financeira. Num comentário divulgado, a agência de notação financeira assinalou que os seis maiores bancos em Portugal estão “a caminho de mais um ano de ganhos”, em parte devido ao rendimento não relacionado com a margem financeira.
Até setembro, Caixa Geral de Depósitos (CGD), Millennium BCP, Montepio, Novo Banco, Santander Totta e BPI lucraram 3,99 mil milhões de euros, um valor ligeiramente abaixo (-0,6%) dos 4,01 mil milhões de euros referentes ao mesmo período do ano passado.
A Morningstar DBRS aponta que os resultados conjuntos destes seis bancos são “ainda mais impressionantes atendendo à redução das margens de juros e da margem financeira”. Para esta amortização do efeito da queda da margem financeira, de 7,4%, que passou de 7,4 mil milhões de euros até setembro de 2024 para 6,85 mil milhões de euros no mesmo período deste ano, a agência destacou a libertação contínua de provisões para créditos e a melhoria dos rendimentos nas comissões.
As receitas não relacionadas com juros subiram 6,9%, fruto de um aumento das comissões decorrente do crescimento da atividade pelos clientes. “Esperamos uma rendibilidade sustentada, à medida que as taxas de juro mais baixas reduzem os custos de financiamento dos depósitos e a atividade económica saudável apoia a procura por créditos”, referem os autores do comentário.
A redução das provisões foi possível devido à melhoria da qualidade dos ativos e à saúde da economia, que impulsionaram o crescimento da carteira. Até setembro, os bancos analisados alocaram 423 milhões de euros em provisões, que representa descidas de 46,7% face ao mesmo período de 2024 e de 73,9% em relação ao mesmo período de 2023. Com a melhoria dos rácios de malparado, os bancos portugueses apresentam este indicador com melhor saúde que os países vizinhos do sul da Europa.
Ao mesmo tempo, os autores destacaram o nível elevado dos rácios de capitais próprios, que se mantiveram acima dos mínimos estabelecidos pelos reguladores.
“Olhando para o futuro, o crescimento estável da economia e do emprego deverá impedir uma deterioração significativa da qualidade dos ativos”, acrescentam os autores do comentário.
A Morningstar DBRS destacou ainda os resultados de CGD e BCP nos testes de esforço da Autoridade Bancária Europeia (EBA), em que tiveram um “desempenho forte”.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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