2 min leitura
DBRS: exposição de bancos globais cobertos pela agência à Venezuela é “muito limitada”
Maior parte dos bancos globais abandonaram ou reduziram a atividade no país desde a imposição de sanções ocidentais, nota a DBRS.
07 Jan 2026 - 16:27
2 min leitura
Foto: Venezuela
Mais recentes
- Quase quatro em cada cinco edifícios construídos em 2025 foram para habitação familiar
- A Europa acordou!
- Bruxelas prepara alterações às regras de remuneração dos banqueiros
- Capitalização de mercado dos três bancos angolanos em bolsa atingiu 3,7 mil milhões este ano
- Governo angolano defende que garantir confiança de bancos correspondentes é teste para o setor
- Advogado de lesados diz que muitos credores do BES podem não ser compensados devido a atrasos na Justiça
Foto: Venezuela
A Morningstar DBRS concluiu que “não há impacto direto real” da deposição de Nicolás Maduro nos bancos internacionais que a agência de ‘rating’ cobre. As sanções impostas ao país pelo mundo ocidental levaram a que muitos bancos abandonassem a Venezuela e as suas operações lá ou, pelo menos, as diminuíssem substancialmente.
A DBRS lembra que a Venezuela é alvo de sanções desde 2005 e, em 2019, os EUA implementaram o pacote de sanções mais duro neste país, ao colocar um embargo na empresa de petróleo estatal e bloqueando acesso ao sistema financeiro americano.
Entre os bancos que abandonaram a Venezuela estão o Citi e o Bank of Nova Scotia. O primeiro foi vendido ao Banco Nacional de Crédito após mais de 100 anos na Venezuela. Já o segundo vendeu a sua posição de 27% no Banco del Caribe em outubro de 2022. Por sua vez, o Banco Santander foi o primeiro a sair do país, tendo vendido a sua operação ao Governo da Venezuela em 2009.
A exceção é o BBVA, que mantém operações completas no país com o BBVA Provincial. O banco espanhol entrou neste mercado em 1997, informa a DBRS, e, de acordo com o relatório anual de 2024 da instituição, esta subsidiária estava avaliada em 46 milhões e teve um resultado negativo de 6 milhões nesse ano.
A DBRS nota ainda que, apesar de não fazer cobertura de bancos chineses e da informação ser limitada, estes foram preencher um vazio na Venezuela deixado pelas instituições ocidentais. A agência recorda que, nesta semana, a Bloomberg reportou que o regulador financeiro da China pediu um levantamento sobre as exposições do setor bancário ao mercado venezuelano.
Mais recentes
- Quase quatro em cada cinco edifícios construídos em 2025 foram para habitação familiar
- A Europa acordou!
- Bruxelas prepara alterações às regras de remuneração dos banqueiros
- Capitalização de mercado dos três bancos angolanos em bolsa atingiu 3,7 mil milhões este ano
- Governo angolano defende que garantir confiança de bancos correspondentes é teste para o setor
- Advogado de lesados diz que muitos credores do BES podem não ser compensados devido a atrasos na Justiça