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De Guindos: “Preço do petróleo ditará subida dos juros”
Vice-presidente do Banco Central Europeu chama a atenção para os “efeitos de segunda ordem”. Cerca de 70% dos investidores apostam em três subidas dos juros até dezembro
13 Abr 2026 - 14:15
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Luís de Guindos, vice-presidente do BCE/Foto: BCE
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Luís de Guindos, vice-presidente do BCE/Foto: BCE
Qualquer aumento das taxas de juro pelo Banco Central Europeu dependerá de como a subida do preço do petróleo bruto e de alguns produtos químicos, impulsionada pela guerra, afetará os restantes preços, afirmou o vice-presidente do BCE, Luis de Guindos, nesta segunda-feira, citado pela agência Reuters.
“O aumento das taxas de juro dependerá dos efeitos de segunda ordem”, disse De Guindos num evento em Madrid, acrescentando que o BCE não será capaz de evitar o impacto inicial da guerra através da política monetária, mas está a monitorizar de perto os seus efeitos secundários.
O BCE manteve as taxas de juro inalteradas no mês passado, mas sinalizou que está preparado para apertar a política monetária caso os elevados preços da energia se propaguem à economia em geral, influenciando o preço de outros bens e serviços através dos chamados efeitos de segunda ordem.
A próxima reunião do Conselho de Política Monetária do BCE está marcada para o próximo dia 30.
De Guindos afirmou que o eventual encerramento parcial do Estreito de Ormuz não só aumentaria os custos da energia, como também tornaria mais caras outras matérias-primas, como o alumínio, os fertilizantes e os plásticos.
Os rendimentos das obrigações soberanas da zona euro subiram ligeiramente, aproximando-se de máximos recentes esta segunda-feira, depois de os Estados Unidos e o Irão não terem conseguido chegar a um acordo para pôr fim ao conflito, o que impulsionou os preços do petróleo e levou os investidores a atribuir uma probabilidade de 70% a uma terceira subida das taxas de juro do BCE até dezembro, segundo a Reuters.
Os contratos de futuros do petróleo Brent subiram acima dos 100 dólares por barril, enquanto a Marinha dos Estados Unidos se preparava para bloquear a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, uma medida que poderia restringir as exportações de petróleo iraniano.
Entretanto, os mercados monetários estimam que a taxa da facilidade permanente de depósito do BCE atinja 2,68% até ao final do ano, o que implica duas subidas e uma probabilidade de 70% de uma terceira.
Os mercados também passaram a atribuir uma probabilidade de 45% a uma subida das taxas em abril, face aos 25% registados na sexta-feira à noite. A taxa de depósito situa-se atualmente em 2%.
Os investidores antecipam que o BCE adote uma postura mais restritiva, mesmo num contexto em que um choque energético ameaça travar o crescimento económico.
O rendimento das obrigações do Tesouro alemão a 10 anos subiu 1,5 pontos base, para 3,06%. No final de março, tinha atingido 3,13%, o nível mais elevado desde junho de 2011.
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