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Lagarde: “Estamos entre o cenário de referência e o cenário adverso”

Presidente do BCE diz que o banco central será “ágil” na definição das taxas de juro na reunião de 30 de abril

14 Abr 2026 - 16:24

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Christine Lagarde/foto BCE

Christine Lagarde/foto BCE

A economia da área do euro situa-se algures entre o cenário de referência e o cenário adverso do Banco Central Europeu (BCE), afirmou a presidente do BCE, Christine Lagarde, numa entrevista à Bloomberg TV nesta terça-feira, acrescentando que o banco central será “ágil” na definição das taxas de juro.

O cenário adverso do BCE, um dos três divulgados no mês passado, pressupõe um aumento mais acentuado dos preços da energia, resultante da guerra com o Irão, bem como um nível mais elevado de incerteza e efeitos de contágio a nível internacional, em comparação com o cenário de referência.

Na reunião de 19 de março, Lagarde adiantou que foram elaborados, em colaboração com especialistas, dois cenários adicionais (sem incorporar os efeitos da política monetária): “um cenário adverso, em que os preços do petróleo e do gás aumentam e se mantêm elevados para além do horizonte das nossas projeções (2028), com maior impacto na inflação e menor impacto no crescimento; e um cenário mais severo, em que os preços do petróleo e do gás sobem rapidamente, mas regressam também rapidamente a níveis normais dentro do horizonte das projeções”.

Recorde-se que a próxima reunião do Conselho do BCE responsável pela política monetária está agendada para os dias 29 e 30 deste mês.

Lagarde acrescentou que o BCE ainda não decidiu se irá aumentar as taxas de juro, uma vez que as consequências da guerra com o Irão para a economia da área do euro permanecem incertas.

Os investidores têm especulado sobre possíveis aumentos das taxas de juro do BCE já este mês, dado que um eventual encerramento do Estreito de Ormuz poderia elevar os preços dos combustíveis na área do euro — fortemente dependente de importações de energia —, ameaçando desencadear uma nova vaga de inflação.

No entanto, Lagarde afirmou que ainda é demasiado cedo para tirar conclusões, parecendo travar os colegas que já avançaram com previsões sobre a evolução das taxas.

“Isso não significa que iremos numa direção ou noutra, nem define uma trajetória que eu possa confirmar hoje”, afirmou sobre a situação no Irão, acrescentando: “qualquer colega que esteja confiante de que será de uma forma ou de outra, honestamente, não sabe”.

Questionada sobre a possibilidade de renunciar antecipadamente, Lagarde comparou-se a um capitão que não abandona o navio perante sinais de tempestade.

“Este capitão não vai abandonar o navio só porque vê nuvens no horizonte”, afirmou.

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