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DECO PROteste destaca quatro bancos para os jovens abrirem conta

Novobanco, Santander, BPI e ABANCA escolhidos por não terem custos. Organização de consumidores deixou de fora os neobancos

12 Ago 2026 - 14:57

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Foto: Unsplash/Christian Dubovan

Foto: Unsplash/Christian Dubovan

A DECO PROteste analisou a oferta que as instituições de crédito que operam em Portugal disponibilizam aos jovens clientes entre os 18 e os 25 anos. O estudo incidiu apenas sobre as “instituições mais tradicionais”, deixando de fora os bancos com maior aposta no digital, como o Revolut Bank ou a Moey (do Crédito Agrícola), que têm, desde logo, um posicionamento comercial e funcional mais direcionado para os mais jovens.

Entre as 17 instituições analisadas pela DECO PROteste, em junho de 2026, apenas nove disponibilizam uma conta especificamente dirigida a clientes entre os 18 e os 25 anos: ABANCA, Banco BPI, Banco Montepio, BBVA, Caixa Agrícola, Caixa Geral de Depósitos, Millennium bcp, Novobanco e Santander.

A organização simulou um cenário simples e muito próximo da utilização habitual de um jovem: uma conta à ordem com cartão de débito associado, utilizada para pagamentos, levantamentos e operações através do MB WAY. Neste cenário, quatro contas destacam-se por não terem custos: a “Conta Futuro”, do ABANCA, a “Conta AGE”, do BPI, a “Conta 18.25”, do Novobanco, e a “Conta Jovem”, do Santander Portugal.

Por não terem custos associados, a DECO PROteste atribuiu-lhes o título de Escolha Acertada.

Nas restantes cinco contas analisadas, os custos anuais variam entre 7,80 euros (conta Super Jovem, da Caixa Agrícola) e quase 100 euros (conta Maisblue, do BBVA), consoante existam anuidades do cartão de débito ou comissões de manutenção.

Nem todos os bancos exigem um valor mínimo para a abertura da conta. Entre os que o fazem, esse valor varia entre 25 euros, no Banco BPI, e 250 euros, no Millennium bcp.

Segundo o estudo, “a maioria destas contas permite a abertura totalmente online e disponibiliza aplicações móveis que permitem efetuar a generalidade das operações”, sendo as mais habituais a consulta de saldos, a realização de pagamentos e transferências bancárias, a gestão de cartões de débito e de crédito, a solicitação de crédito e a subscrição de produtos de poupança ou investimento.

As instituições financeiras oferecem ainda alguns benefícios, como crédito-ordenado para quem domicilia o vencimento na conta, oferta de seguros de responsabilidade civil, subscrição de produtos de poupança com condições mais vantajosas ou descontos em entidades parceiras.

“Quem procura a melhor conta jovem não deve olhar apenas para a publicidade ou para os benefícios ocasionais. O mais importante é perceber quanto custa manter a conta e quais os serviços incluídos”, diz a DECO PROteste, que, na sua análise, ponderou especialmente os critérios de inexistência de comissão de manutenção, existência de cartão de débito gratuito, transferências online sem custos, utilização gratuita do MB WAY, ausência ou reduzido valor do depósito inicial e possibilidade de abertura e gestão integral através de canais digitais.

“Para um jovem que ainda está a estudar ou que inicia a vida profissional, estes fatores têm, normalmente, mais peso do que campanhas promocionais ou ofertas temporárias”, acrescenta a DECO PROteste.

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