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Duas OPA de uma só vez: CEO do MPS prepara oferta sobre BPM e Banca Generali para fugir ao Intesa Sanpaolo

Uma operação destas tem de passar não só pelo Conselho de Administração, como também pelos acionistas, dado que o MPS está também a ser alvo de uma OPA.

19 Ago 2026 - 11:09

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Foto: Wikimedia

Foto: Wikimedia

Em tempo de guerra, todo o buraco é trincheira. O CEO do Monte dei Paschi di Siena (MPS), Luigi Lovaglio, está a preparar um plano para contornar a Oferta Pública de Aquisição (OPA) de que o banco foi alvo há cerca de dois meses. Com as conversações amigáveis com o Banco BPM encerradas, o líder do banco mais antigo do mundo pondera um plano arrojado: lançar duas OPA simultâneas.

O periódico italiano Il Sore 24 Ore, citado pela Reuters, avança que Lovaglio está a preparar ofertas sobre o Banco BPM e o Banca Generali, numa tentativa final de escapar ao Intesa Sanpaolo (ISP). O MPS não comentou imediatamente a situação à Reuters. A agência de notícias adianta que o BPM e Banca Generali recusaram prestar declarações.

Recorde-se que Lovaglio tinha revelado estar a estudar opções para contrariar o negócio proposto pelo maior banco italiano. A oferta do Intesa Sanpaolo ascende a cerca de 36 mil milhões de euros.

O CEO do MPS também já defendeu no passado que a separação da rede do banco, como o ISP pretende fazer, vai destruir valor. O líder da instituição elogiou os comentários recentes da primeira-ministra Giorgia Meloni, que admitiu não querer assistir a um “desmembramento” do MPS.

Uma operação deste género exige a aprovação dos acionistas, dado que o banco está ele próprio a ser alvo de uma OPA. O Il Sore 24 Ore adianta que a administração do MPS não está ainda a par desta estratégia, mas que alguns administradores mais próximos de Lovaglio foram alertados para uma possível reunião iminente.

Assumindo que Lovaglio consegue aprovação dos acionistas para o plano, o maior desafio que tem de seguida é o maior acionista do rival BPM. O maior investidor neste banco, o Crédit Agricole, já deixou claro que não vê valor na fusão entre as duas instituições, o que levou as conversações nesse sentido a caírem por terra. Com uma participação de quase 30%, esta rejeição pode complicar as contas.

Já o Banca Generali pode ser um negócio fácil. A casa-mãe, a seguradora Generali, tem como maior acionista o Mediobanca, adquirido pelo MPS há quase um ano.

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