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Meloni não quer Monte dei Paschi “desmembrado” após a OPA
Caso a OPA do Intesa Sanpaolo seja bem-sucedida, o banco pretende vender parte da rede e a marca do MPS à seguradora Unipol.
16 Ago 2026 - 09:10
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Giorgia Meloni, primeira-ministra de Itália | Foto: LinkedIn
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Giorgia Meloni, primeira-ministra de Itália | Foto: LinkedIn
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, manifestou, na sexta-feira, o seu desagrado com a possibilidade de o banco mais antigo do mundo, o Monte dei Paschi di Siena (MPS), poder vir a ser dividido em partes caso seja comprado pelo maior banco italiano, o Intesa Sanpaolo (ISP). “Espero que o MPS não seja desmembrado, perdendo o seu nome e a sua identidade”, apelou.
Alvo de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) que já ronda os 36 mil milhões de euros, a marca MPS pode estar em perigo caso a operação se concretize. O ISP revelou, ao lançar a OPA, que pretende vender uma parte do Monte dei Paschi à seguradora Unipol, de forma a prevenir possíveis oposições do lado da autoridade da concorrência.
Esta venda engloba os escritórios centrais de Siena, 635 balcões e também a marca. Espera-se que a Unipol queira juntar esta parte do negócio ao BPER, outro banco italiano do qual é a maior acionista.
Meloni reiterou, em declarações ao jornal Milano Finanza e citada pela Reuters, que “o Governo não é um agente ativo no setor bancário. Estivemos envolvidos em parte quando controlávamos o MPS, que herdámos em estado de coma e restauramos”. Acrescentou ainda que o banco se tornou um ativo valioso.
Sobre a possível venda ao ISP, Meloni espera apenas que as “dinâmicas atuais do mercado possam levar a um sistema mais forte e competitivo, para benefício das famílias e das empresas”.
A Reuters recorda ainda que, na semana passada, o CEO do MPS, Luigi Lovaglio, adiantou estar a estudar formas de contrariar a ofensiva do ISP, sublinhando que a separação da rede comercial iria destruir valor para o banco.