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Endividamento dos particulares continua a subir, empurrado pelo crédito à habitação
Os portugueses endividaram-se mais 7,19% em julho. Já as empresas viram a dívida cair 900 milhões. Endividamento do setor não financeiro cresceu 1,2 mil milhões no total.
22 Set 2025 - 11:37
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Os portugueses continuam a contrair mais dívida, em grande parte devido ao crédito à habitação. Em julho, houve uma taxa de variação anual de 7,19% na dívida dos particulares, que, em números absolutos, se traduz em mais 1,1 mil milhões de euros em crédito contratado.
Em sentido inverso, as empresas privadas viram o seu endividamento cair 900 milhões, maioritariamente devido à amortização de 700 milhões em títulos de dívida de longo prazo na posse de não residentes. Descontada a queda de dívida das empresas, o setor privado contou com mais 200 milhões em endividamento em julho.
Este aumento do endividamento dos particulares representa um novo máximo histórico desde o início da série do Banco de Portugal, em dezembro de 2008. Por sua vez, a dívida das empresas privadas subiu 2% em relação ao período homólogo, abaixo da subida de 2,6% registada em junho.
No setor público, o endividamento cresceu mil milhões. A maior fatia diz respeito à dívida perante o exterior, explica o banco central, devido ao investimento líquido de não residentes em títulos de dívida portuguesa de longo prazo, no valor de 500 milhões. Houve ainda uma contração de dívida de 300 milhões com os particulares, por via da subscrição dos Certificados de Aforro.
De acordo com os dados do BdP, divulgados nesta segunda-feira, o setor não financeiro, em geral, aumentou a sua dívida em 1,2 mil milhões, totalizando 848,2 mil milhões. Do total, 469,1 mil milhões dizem respeito ao setor privado e 379,1 mil milhões ao setor público.
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