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Fed mantém taxas de juro inalteradas
Dois governadores votaram a favor de uma subida de 0,25 pontos percentuais. A inflação continua elevada (3,7%), mas a Reserva Federal optou por aguardar por mais informação em dezembro
28 Out 2026 - 18:43
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Kevin Warsh presidente da Reserva FederalFoto FED
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Kevin Warsh presidente da Reserva FederalFoto FED
A Reserva Federal norte-americana (Fed) decidiu manter as taxas de juro no intervalo entre 3,75% e 4%, tal como antecipado pelos analistas. A decisão foi anunciada esta quarta-feira, através de um comunicado, após uma reunião de dois dias.
A decisão não foi unânime, tendo dois membros do Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC) votado contra, por preferirem uma subida de 0,25 pontos percentuais.
«O Comité decidiu manter o intervalo-alvo para a taxa dos fundos federais entre 3,75% e 4%, em apoio ao duplo mandato da Reserva Federal», refere o comunicado.
Segundo a Fed, «a atividade económica está a expandir-se a um ritmo forte». Apesar de a incerteza continuar «elevada», em parte devido à evolução da situação geopolítica, o consumo interno tem-se mostrado resiliente.
O banco central acrescenta que «o crescimento da produtividade é forte e o investimento de capital é robusto» e que a criação de emprego «tem acompanhado o crescimento da população ativa e a taxa de desemprego tem-se mantido praticamente inalterada».
A Fed reconhece, contudo, que «a inflação mantém-se elevada» e sublinha que novas informações ajudarão o FOMC a definir «a postura de política monetária adequada para garantir o regresso» à meta de 2%.
A Reserva Federal reiterou que o Comité continuará a assegurar a estabilidade dos preços.
Esta decisão surge a menos de uma semana das eleições intercalares (midterms), que representarão um teste importante para o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A decisão surge também depois de, na reunião de setembro, o banco central ter reduzido as taxas de juro pela primeira vez em mais de três anos, apesar de a inflação continuar a pressionar a economia norte-americana.
Os analistas tinham antecipado que uma alteração das taxas de juro neste contexto não seria a opção mais provável, mas admitem que estas possam subir em dezembro.
Na conferência de imprensa Kevin Warsh afirmou que, em setembro, quando a Reserva Federal (Fed) aumentou as taxas de juro e retirou a «dose de conforto», o banco central não tinha uma perspectiva clara sobre a forma como o mercado iria reagir. No entanto, o responsável pela autoridade monetária garantiu que, ao longo dos últimos meses, o mercado reagiu «de forma geral e consistente com as minhas expectativas».
Warsh garantiu que a proximidade das eleições intercalares nos Estados Unidos, que se realizam na próxima semana, não teve qualquer impacto na decisão da Reserva Federal (Fed) de manter as taxas de juro inalteradas. «A política não teve qualquer influência», assegurou.
O presidente da Fed anunciou também que o grupo de trabalho especializado em produtividade realizará uma audiência, para a qual serão convidadas várias pessoas, com o objetivo de analisar o impacto da inteligência artificial (IA) na economia norte-americana.
Warsh garantiu que o banco central procura compreender as implicações que esta tecnologia terá nos preços e no mercado de trabalho. «Estou interessado em aprofundar a minha perspectiva sobre esta questão», afirmou.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50