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UBS sobe 30% lucro para 7,84 mil milhões até setembro

O CEO do UBS voltou a reforçar a sua oposição às regras de capital mais exigentes a serem atualmente discutidas no parlamento suíço.

28 Out 2026 - 12:13

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CEO do UBS Sergio Ermotti | Foto UBS

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PT50

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CEO do UBS Sergio Ermotti | Foto UBS

O UBS, maior banco da Suíça, teve um lucro de 7,84 mil milhões de euros entre janeiro e setembro, mais 29,8% que no mesmo período de 2025, foi anunciado nesta quarta-feira. Enquanto continua a disputa com as autoridades suíças por novas exigências de capital e o rumor de que esse desacordo poderia resultar na saída do país, o banco informou que obteve um lucro de 2,47 mil milhões no terceiro trimestre deste ano, mais 8,4% que no mesmo período de 2025.

As receitas foram de 37,98 mil milhões de janeiro a setembro deste ano, mais 10,3% que nos primeiros nove meses de 2025, enquanto as do terceiro trimestre totalizaram 12 mil milhões de euros, um aumento de 4,6%.

“Num ambiente de mercado cada vez mais complexo, os nossos sólidos resultados do terceiro trimestre demonstraram novamente as vantagens do nosso modelo de negócios global diversificado e de uma execução disciplinada”, analisou o CEO do UBS, Sergio Ermotti.

Os resultados são divulgados num momento de intenso debate parlamentar sobre a nova lei bancária que está a ser estudada na Suíça para evitar crises como a que em 2023 levou à queda do Credit Suisse, o segundo maior banco do país, que teve que ser adquirido precisamente pela UBS a pedido do Governo helvético.

A lei prevê reforçar a cobertura das filiais estrangeiras dos bancos suíços “de importância sistémica” – na prática, apenas o UBS – mediante um aumento dos fundos próprios com capital CET1: atualmente, exige-se ao UBS que cubra 45%, uma percentagem que poderia duplicar.

Ermotti, que esta segunda-feira compareceu perante a Câmara Baixa do Parlamento para insistir no desacordo do UBS com uma medida que, segundo a entidade, lhe retiraria competitividade global, manifestou a sua vontade de continuar a colaborar com as autoridades para alcançar um consenso. “À medida que avança o processo político sobre os futuros requisitos regulatórios na Suíça, continuaremos a colaborar de forma construtiva, com a esperança de que o Parlamento alcance uma solução que contribua para a estabilidade financeira do país sem impor custos excessivos aos acionistas, clientes e empregados do UBS nem prejudicar a sua competitividade a longo prazo”, reafirmou.

Embora não tenha comentado os recentes rumores de saída do banco da Suíça – ou de fusão com outras entidades -, Ermotti destacou que o UBS “mantém o compromisso estratégico com o seu modelo de negócio diversificado e com a sua presença global e regional”.

Segundo o UBS, o banco “continua a ser um parceiro fiável para a economia suíça”, com empréstimos no valor de cerca de 43,3 mil milhões de euros) concedidos a empresas e famílias no terceiro trimestre, o que “reafirma a sua posição como principal fornecedor de crédito à economia”.

A entidade explica que as normas de capital aprovadas no mês passado obrigariam o UBS a manter cerca de 14,5 mil milhões de euros adicionais de capital CET1, que, somados a obrigações atuais, algumas ligadas precisamente à aquisição do Credit Suisse, totalizariam 29,6 mil milhões de dólares.

A Associação Suíça de Empregados Bancários já advertiu que uma possível saída do UBS colocaria em perigo até 12 mil postos de trabalho dos 34 mil que a entidade tem no país.

No relatório apresentado hoje, o UBS também sublinha que prossegue o processo de integração do Credit Suisse, tendo alcançado economias brutas acumuladas de 11,34 mil milhões, embora espere atingir 12,29 mil milhões até o final do ano.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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