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‘Fintech’ Chime atalha corrida à licença bancária nos EUA e compra Stride Bank
A Chime vai pagar 506,4 milhões de euros pelo Stride Bank. A 'fintech' espera alcançar mais de 85 milhões líquidos em sinergias.
10 Set 2026 - 10:33
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Foto: Chime
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A Chime, ‘fintech’ norte-americana, anunciou, nesta terça-feira, a aquisição do Stride Bank, um banco com quem a empresa tem uma parceria há mais de sete anos, pelo qual vai pagar 506,4 milhões de euros. O valor a pagar é todo em dinheiro, esclarece.
Com esta operação, que estima concluir no primeiro semestre de 2027, a Chime consegue a sua desejada licença bancária, argumentando que, assim, tem um “caminho mais rápido e comprovado para a propriedade integral da plataforma, em comparação com a tentativa de obter uma licença bancária de novo”. A ‘fintech’ evita, desta forma, a possível rejeição com que se depararam outras empresas do setor recentemente.
Segundo a empresa, esta espera que a transação tenha um impacto positivo nos lucros por ação logo após a conclusão da operação, “com potencial de valorização adicional ao longo do tempo”, adianta a Chime, em comunicado. A ‘fintech’ conta atingir mais de 85 milhões de euros em sinergias líquidas, fruto da poupança em comissões, até agora pagas ao Stride Bank, da expansão de produtos de crédito e do menor custo de financiamento.
O valor da aquisição corresponde a 1,5 vezes o ‘tangible book value’ do Stride, “um banco rentável e bem capitalizado”, destaca a Chime, que sublinha a sua própria rentabilidade e capacidade de pagar pelo banco com dinheiro da folha de balanço, sem expectativa de precisar de contribuição de capital adicional.
“Após a conclusão da transação, a Chime prevê consolidar as suas atividades bancárias na Stride, que se dedicará principalmente a apoiar o negócio de retalho da Chime. A Chime irá gerir o seu balanço e manter os seus ativos abaixo dos 10 mil milhões de dólares num futuro próximo”, informa.
A Chime avança ainda com uma atualização sobre as metas a alcançar em 2026. Para o terceiro trimestre, revela, a empresa estima agora atingir receitas de 605 milhões, que representam uma subida anual de 30%. No mesmo período, a ‘fintech’ conta com um lucro antes de impostos e provisões de 100 milhões a 103 milhões.
Para o ano completo, a Chime prevê uma receita total entre 2,37 mil milhões e 2,38 mil milhões, o que equivale a um crescimento anual de 26% a 27%. O lucro antes de impostos e provisões final deve ficar entre 413 milhões e 420 milhões.
A transação está ainda sujeita a aprovação da Reserva Federal e do Office of the Comptroller of the Currency. As administrações de ambas as instituições aprovaram a operação por unanimidade.
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