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Portal da Queixa regista aumento de quase 13% nas reclamações sobre mediação imobiliária até agosto

Mais de metade das reclamações registadas na área da mediação imobiliária estão relacionadas com qualidade de serviço, atendimento e comunicação.

09 Set 2026 - 16:07

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Foto: Adobe Stock/MIND AND I

Foto: Adobe Stock/MIND AND I

As reclamações sobre mediação imobiliária – agentes e redes aumentaram 12,94% para 227 até agosto. Dentro desta categoria, 51,1% estão relacionadas com a qualidade do serviço, atendimento e comunicação, “incluindo falhas de informação, falta de transparência, atendimento ineficiente e apoio insuficiente ao cliente”.

Nos problemas que estão relacionados diretamente com a concretização do negócio, “os temas mais recorrentes passam pelo sinal, contrato-promessa ou escritura, mencionados em 51,55% das reclamações”, informa o Portal da Queixa em comunicado. Seguem-se as referências à comissão de mediação e às subscrições, que pesam 20,62% e 18,56%, respetivamente.

A título de exemplo, o Portal da Queixa revela, em comunicado, que um dos casos denunciados respeita a uma habitação adquirida onde, “já depois da escritura”, o consumidor afirma não ter sido informado sobre “uma ligação elétrica ilegal, uma lareira ilegal e dívidas de condomínio da anterior proprietária”.

Outra questão que tem vindo a ganhar peso no setor é a fraude nos classificados de imobiliárias ou particulares. Estas subiram de 31 para 55.

“O dado mais preocupante nesta categoria está relacionado com a segurança das plataformas e a fraude nos anúncios. As menções a burla, fraude ou esquema passaram de 16,67% para 30,91%, praticamente duplicando o seu peso”, realça a instituição.

De acordo com o Portal da Queixa, em 2026, “45,45% das reclamações nesta categoria estão relacionadas com falta de segurança e privacidade, incluindo suspeitas de fraude em anúncios e utilização de dados pessoais”. Já 36,36% correspondem a questões financeiras e pagamentos, como “cobranças indevidas, preços incorretos ou inexistentes nos anúncios, publicidade enganosa e reembolsos não efetuados”.

Lisboa e Porto concentram a maioria das reclamações sobre o setor, adianta. Em 2026, Lisboa equivale a 32,21% das queixas analisadas, enquanto o Porto está na origem de 27,06%. Setúbal surge em terceiro com 13,38%.

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