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FMI diz que a IA aumenta o risco para a estabilidade financeira

A Inteligência Artificial está a amplificar as ameaças cibernéticas que, quando concretizadas, podem desencadear dificuldades de financiamento e aumentar as preocupações com a solvência das instituições.

08 Mai 2026 - 14:03

3 min leitura

Foto: Adobe Stock/InfiniteFlow

Foto: Adobe Stock/InfiniteFlow

O Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que as novas ferramentas de Inteligência Artificial (IA) adotadas por várias instituições têm implicações graves para a estabilidade financeira. De acordo com a instituição, a capacidade da IA para reduzir drasticamente o tempo e o custo necessários para identificar e explorar vulnerabilidades aumenta exponencialmente a probabilidade e a gravidade dos ciberataques.

O FMI refere que os riscos são sistémicos, uma vez que os ataques se tornam mais perigosos quando a descoberta e a exploração de vulnerabilidades se intensificam rapidamente, com implicações para a estabilidade financeira.

Os riscos são ainda mais abrangentes porque o setor financeiro partilha infraestruturas digitais com os setores da energia, telecomunicações e serviços públicos. Isto significa que ataques apoiados por IA podem propagar-se entre setores que dependem da mesma infraestrutura.

Além disso, a IA pode concentrar ainda mais os riscos e as falhas, permitindo que uma única vulnerabilidade se propague por diferentes instituições. A dependência de um número reduzido de plataformas de software, fornecedores de serviços cloud ou modelos de IA aumenta o impacto de qualquer fragilidade explorada.

O FMI considera que estas características “elevam o risco cibernético a um potencial choque macrofinanceiro. Efeitos na confiança, interrupções nos pagamentos, dificuldades de liquidez e dinâmicas de liquidação forçada podem ocorrer se várias instituições forem afetadas simultaneamente. Para as autoridades financeiras, a questão é saber se o sistema está preparado para absorver incidentes cibernéticos sem desestabilizar as funções financeiras essenciais”.

O FMI destaca dois exemplos recentes. Um deles é o lançamento controlado do Claude Mythos Preview, da Anthropic. A organização refere que “o Mythos conseguiu encontrar e explorar vulnerabilidades em todos os principais sistemas operativos e navegadores web — mesmo quando utilizado por não especialistas. Isto antecipa a forma como os riscos cibernéticos impulsionados pela IA, e em constante evolução, podem desestabilizar o sistema financeiro se não forem geridos com cuidado, e explica porque razão as autoridades devem concentrar-se na construção de resiliência através da supervisão e da coordenação, em vez de tratarem estes desenvolvimentos como questões puramente técnicas ou operacionais”.

O outro exemplo referido é a versão cibernética especializada e restrita do GPT-5.5, da OpenAI, que parte do pressuposto de que as vulnerabilidades e os ataques irão aumentar e sublinha a importância de equipar os defensores de forma mais rápida e em larga escala, através de modelos adequados de governação e de acesso fiável.

O FMI afirma ainda que o “risco cibernético impulsionado pela IA exige uma resposta política que trate a cibersegurança como uma questão central para a estabilidade financeira. As medidas existentes continuam relevantes, mas precisam de ser ampliadas e reforçadas para um mundo de ataques mais rápidos, automatizados e cada vez mais sofisticados. Os decisores políticos devem dar prioridade a padrões robustos de resiliência, a uma supervisão centrada nos canais de transmissão sistémicos e a uma estreita colaboração público-privada em matéria de partilha de informação sobre ameaças e resposta a incidentes”.

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