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Fundo soberano norueguês vende participação na Ecopetrol por “violação de direitos humanos”
Segundo os dados mais recentes, no primeiro semestre do ano passado, o NBIM detinha uma participação de 0,04% na Ecopetrol avaliada em 7,1 milhões de dólares (6,03 milhões de euros).
03 Mar 2026 - 15:47
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Foto: Norges Bank
O Conselho de Ética do Norges Bank Investment Management (NBIM), administradora do Fundo Global de Pensões do Governo da Noruega, excluiu todos os investimentos na petrolífera estatal colombiana Ecopetro por alegada “violação dos direitos humanos”. A decisão foi tomada no passado dia 26 de fevereiro e entrou em vigor esta segunda-feira, noticia nesta terça-feira a Europa Press, que cita informação no portal do fundo.
Um relatório sobre a decisão não foi publicado.
Segundo os dados mais recentes, no primeiro semestre do ano passado, o NBIM detinha uma participação de 0,04% na Ecopetrol avaliada em 7,1 milhões de dólares (6,03 milhões de euros).
O fundo mantém participação em oito empresas colombianas: o grupo Cibest (1,11%), Interconexión Eléctrica (0,17%), Almacenes Éxito (0,46%), Cementos Argos (0,13%), Davivienda (0,07%), Grupo Argos (0,04%), Grupo de Inversiones Suramericana (0,02%) e Banco Popular (0,29%).
A Ecopetrol já enfrentou vários litígios por derrame de petróleo na Colômbia. Em 2018, o executivo iniciou uma investigação criminal e disciplinar contra a empresa pelo derrame num poço no município de Barrancabermeja, que provocou uma emergência ambiental no nordeste do país. Em outubro de 2025, o Tribunal Constitucional colombiano ordenou à Ecopetrol que suspendesse a operação do oleoduto nos Andes pela contaminação sistemática do território de povo indígena em Nariño.
Este fundo soberano, que investe as receitas do petróleo e do gás da Noruega em ativos estrangeiros, tinha um valor estimado de 21,27 mil milhões de coroas (1,85 mil milhões de euros) em 31 de dezembro, mais 1,53 mil milhões de coroas (133 milhões de euros) do que em 2024.
A carteira deste fundo soberano norueguês tem 71,3% de investimento em ações, 26,5% em rendas fixas, 1,7% no setor imobiliário e 0,4% em infraestruturas energéticas renováveis.
Os dados mais recentes apontam que o Estado colombiano detém 88,5% das ações da petrolífera.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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