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G7 alerta para riscos de segurança na banca decorrentes da tecnologia quântica

"Em ambientes fortemente interligados, níveis de preparação heterogéneos poderiam, de facto, criar vulnerabilidades suscetíveis de afetar o conjunto", alertam os bancos centrais.

11 Mai 2026 - 15:08

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Inteligência Artificial/Foto: Freepick

Inteligência Artificial/Foto: Freepick

Os bancos centrais dos países do G7 alertaram para problemas de segurança que o avanço das tecnologias quânticas pode representar na atividade bancária, sobretudo devido à possibilidade de quebrar a encriptação das comunicações digitais e aceder a dados financeiros. Num comunicado publicado nesta segunda-feira, o Banco de França apresentou um primeiro relatório, realizado pelo grupo de trabalho do G7 para esta matéria, no qual sublinhou a necessidade de “uma coordenação eficiente dos intervenientes do sistema financeiro”.

Os autores do relatório explicaram que os avanços esperados na informática quântica podem ameaçar “certas hipóteses de segurança” nas quais se baseiam os sistemas criptográficos utilizados para garantir a segurança dos dados financeiros, das comunicações digitais dos bancos e dos pagamentos. Em particular, destacaram o chamado risco de “ataque retroativo”, que se refere à possibilidade de os dados poderem ser desencriptados no futuro, com novos desenvolvimentos das tecnologias quânticas.

Segundo os bancos centrais, este aspeto “sublinha a necessidade de ter em conta a confidencialidade dos dados a longo prazo”.

As entidades emissoras reconheceram que existe incerteza quanto ao prazo em que isto poderá ocorrer, mas, dadas as “potenciais implicações sistémicas” e o que está em jogo em termos de estabilidade financeira e resiliência das infraestruturas de mercado, consideram que se justifica “uma abordagem proativa” no que diz respeito à segurança. “Em ambientes fortemente interligados, níveis de preparação heterogéneos poderiam, de facto, criar vulnerabilidades suscetíveis de afetar o conjunto”, referem as instituições bancárias, salientando a importância de resposta conjunta.

Paralelamente a estes perigos, os autores do relatório reconheceram que as tecnologias quânticas podem criar novas oportunidades para o tratamento da informação, ao permitir abordar problemas que atualmente são difíceis de resolver com os métodos do cálculo clássico.

Os bancos centrais dos sete países mais ricos (Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Canadá) criaram, em 2025, um grupo de trabalho para avaliar as implicações económicas, financeiras e institucionais das tecnologias quânticas.

O objetivo não é prescritivo e, por isso, não são formuladas recomendações operacionais, mas estabelecido um quadro estruturado para compreender a situação atual, os desafios, as incertezas e as principais questões que essas tecnologias levantam.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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