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Luis de Guindos: “Um verdadeiro grande banco europeu pode competir com os pares americanos”
O vice-presidente do BCE critica as vontades nacionais dos Estados-membro da Zona Euro, considerando que vão contra o espírito de um mercado único.
11 Mai 2026 - 14:16
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Luis de Guindos vice presidente do BCE | Foto BCE
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Luis de Guindos vice presidente do BCE | Foto BCE
O vice-presidente do Banco Central Europeu, Luis de Guindos, voltou a defender a consolidação bancária europeia nesta segunda-feira. Em entrevista ao Financial Times, o banqueiro espanhol reiterou aquela que tem sido a retórica do supervisor europeu: “um verdadeiro grande banco europeu pode competir com os pares americanos”.
De Guindos respondia a questões relacionadas com a proposta de aquisição do Commerzbank pelo UniCredit, que tem dominado o panorama bancário das últimas semanas, a par das taxas de juro. Entre as vantagens de uma consolidação transfronteiriça, destaca que “as avaliações poderiam ser muito mais elevadas e seria possível obter financiamento a custos mais baixos. Os bancos estariam mais diversificados”.
Sobre se considera que o negócio italo-germânico devia seguir em frente, Luis de Guindos reforça que se devem aplicar “as regras gerais ao caso”. “A nossa recomendação é de que se deve considerar a Zona Euro como uma única jurisdição com circulação livre de capital e ações e um sistema de garantia de depósitos comum”, acrescenta.
O vice-presidente do BCE critica ainda as “mensagens nacionais” transmitidas por governos europeus nestas situações. “É muito difícil aos governos defenderem que são a favor da união da poupança e do investimento se, em seguida, afirmarem ‘Bem, não, somos contra esta transação específica’”, esclarece. De Guindos considera que os governos são “muito semelhantes” na sua “tentação de intervir em transações privadas”. “Mas essas ações vão contra o espírito de um mercado único”, censura.
Contudo, De Guindos acredita que, no caso do mercado bancário alemão, este vai precisar de alguma reestruturação – por considerar o mesmo muito fragmentado – e que, por vezes, é necessária consolidação doméstica antes de proceder a transações internacionais.
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