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Governo alemão estuda adquirir posição no Commerzbank através de outro banco estatal para afastar UniCredit
O banco de fomento KfW pode vir a ser uma forma de criar um bloco dentro do Commerzbank que impeça um resultado positivo para a OPA do UniCredit.
07 Mai 2026 - 16:41
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Foto: Commerzbank AG
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Foto: Commerzbank AG
A operação que está a colocar frente a frente o Governo alemão de Friedrich Merz e o UniCredit liderado por Andrea Orcel pode levar o executivo germânico a recorrer a opções mais drásticas para não conceder mais peso ao italiano. Segundo fontes citadas pela Reuters, alguns governantes colocam em cima da mesa a hipótese de aumentar a posição do Estado no Commerzbank para afastar o pretedente.
Recorde-se que o Governo alemão já é o segundo maior acionista do Commerzbank, com cerca de 12%, devido ao resgate financeiro de que este foi alvo durante a crise de 2008. Em Berlim, coloca-se a hipótese de o KfW – o banco de fomento alemão – entrar no capital, de forma a aumentar a presença do Estado no Commerzbank o suficiente para impedir um resultado positivo da Oferta Pública de Aquisição do UniCredit.
Uma operação deste nível pode encontrar vários obstáculos, nomeadamente ao nível do capital necessário para executar tal objetivo. Contudo, aponta a Reuters, a importância do Commerzbank enquanto financiador das ‘mittelstand’ pode ser a justificação necessária.
As ‘mittelstand’ diz respeito a um conceito alemão que caracteriza aquilo que em Portugal são as PME, numa definição aproximada. Contudo, estas envolvem outras características mais culturais, como a gestão familiar ou de proximidade, independentemente do tamanho da empresa. Tal como em Portugal, também na Alemanha as ‘mittelstand’ são o grosso do tecido empresarial do país.
O vice-presidente da bancada do SPD no parlamento alemão, Armand Zorn, considera que esta estratégia “deve, sem dúvida, ser considerada”. Contudo, “deve ser visto como um último recurso no caso de todas as outras opções falharem… O impacto iria muito além do simbólico”, aponta o membro do partido que controla o Ministério das Finanças.
O político alemão considera que o Governo deve manter a postura de que uma tentativa hostil de controlo do Commerzbank não se enquadra nos interesses do centro financeiro da Alemanha. “O Commerzbank tem um papel central na resiliência económica da Alemanha”, reitera.
Contudo, as condições económicas alemãs podem dificultar esta operação, bem como a inclinação para o mercado livre do partido governante, ao qual pertence o chanceler alemão.
O KfW, o Ministério das Finanças e o Commerzbank recusaram comentar.
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