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Governo de Itália deve manter-se neutro nas operações de fusão com o MPS

Fonte da Reuters indica que o Governo italiano não pretende interferir nas operações anunciadas. Lei italiana permite ao executivo condicionar transações na banca.

08 Jun 2026 - 17:45

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Giancarlo Giorgetti, ministro da Economia e Finanças do Governo de Itália | Foto: Ministério da Economia e Finanças

Giancarlo Giorgetti, ministro da Economia e Finanças do Governo de Itália | Foto: Ministério da Economia e Finanças

O Governo de Itália não vai interferir nas operações de aquisição e fusão do Monte dei Paschi di Siena (MPS). A informação é avançada pela Reuters, que cita duas fontes próximas do assunto.

Neste domingo, o Banco BPM lançou um pedido ao MPS para iniciar as conversações sobre uma possível fusão dos dois bancos, de forma coordenada. Este avanço, contudo, foi suplantado pelo lançamento de uma Oferta Pública de Aquisição, nesta segunda-feira, pelo maior banco do país, o Intesa Sanpaolo, sobre o MPS.

Recorde-se que, em Itália, o executivo goza dos chamados ‘golden powers’, que permitem ao Governo impedir ou condicionar operações em setores considerados essenciais para a soberania do país, onde a banca se enquadra. Ao abrigo desta legislação, o Governo de Giorgia Meloni condicionou a aquisição do BPM pelo UniCredit, levando ao fracasso da transação.

Contudo, uma das fontes consultadas pela Reuters afirma que o Ministério das Finanças não vai usar esses poderes para interferir no negócio. O CEO do Intesa Sanpaolo, Carlo Messina, revelou a jornalistas nesta segunda-feira que teve contactos com “vários ‘players’ institucionais”, mas não com Meloni.

O MPS tem particular relevância no contexto político pelo facto de ter sido alvo de um resgate financeiro em 2017 após entrar em bancarrota. O banco deu a volta e regressou à rentabilidade, com o Estado a devolver a empresa ao mercado privado em 2024. Segundo a informação disponível no site do MPS, o Ministério das Finanças ainda detém 4,86% do banco.

O Ministério das Finanças lançou um comunicado, nesta segunda-feira, em que meramente admite estar a par das movimentações e ter sido informado das mesmas, aproveitando para elogiar a recuperação do MPS desde o resgate.

O próprio Banco BPM é acionista, com 3,74%. A fusão entre estes dois bancos tem vindo a ser falada desde 2024, altura em que o MPS voltou a ser privatizado, mas o lançamento da OPA do UniCredit sobre o BPM encerrou o assunto.

Desde que esse negócio caiu por terra, o BPM já mencionou vários bancos que seriam compatíveis para uma fusão. O CEO, Giuseppe Castagna, indicou há quase um ano que estava a ponderar aquisições após se livrar do seu pretendente. Contudo, a opção mais provável era o Crédit Agricole Itália, pois o MPS e o BPER estavam eles próprios a adquirir outras instituições e o Crédit Agricole já era então o maior acionista do BPM. O líder do banco francês também se mostrou recetivo, mais tarde, a tal operação.

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