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ING chega a acordo na Bélgica e paga 1,6 milhões em cado de branqueamento de capitais
Em causa estão transações que envolvem o antigo comissário europeu da Justiça e ex-ministro das Finanças belga, Didier Reynders.
05 Mai 2026 - 14:02
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Ex comissário europeu Didier Reynders | Foto Comissão Europeia
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Ex comissário europeu Didier Reynders | Foto Comissão Europeia
O ING chegou a acordo com a justiça belga e vai pagar 1,6 milhões de euros para encerrar caso relacionado com transações que envolvem o antigo comissário europeu da Justiça e ex-ministro das Finanças belga, Didier Reynders. O Ministério Público, citado pela Reuters, anunciou o fim do processo nesta terça-feira, afirmando que a investigação confirmou as conclusões da investigação do Banco Nacional da Bélgica.
O banco central apontou para uma possível cumplicidade por parte do ING Bélgica em branqueamento de capitais. O ministério adiantou ainda que este desfecho não configura uma admissão de culpa pelo ING e que as acusações seriam retiradas face ao acordo alcançado.
O valor a ser pago pela instituição é o máximo possível, de acordo com a lei financeira da Bélgica, indicou o Ministério Público.
Da parte do banco, este confirmou à Reuters o desfecho do caso, garantindo que cooperou de forma “construtiva e transparente” com as autoridades. “Levamos o nosso papel enquanto guardião do sistema financeiro muito a sério… O ING de hoje não é o ING do passado. Ao longo dos anos, a nossa abordagem, ‘governance’ e ambiente de controlo foram fortalecidos de forma estrutural”, reiterou o banco em resposta à agência de notícias.
À Reuters, o advogado de Reynders recusou comentar o caso. O político belga rejeitou todas as acusações, que incluem alegações de aquisição de bilhetes de lotaria em dinheiro e depósito dos ganhos nas suas contas, num valor que ascende a quase 1 milhão de euros.
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