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Kevin Warsh: “Não baixarei as taxas de juro a pedido”

Comissão do Senado deverá confirmar o nome indicado por Trump para presidir à Reserva Federal dos EUA

21 Abr 2026 - 18:10

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Kevin Warsh durante a audição no Senado dos EUA

Kevin Warsh durante a audição no Senado dos EUA

O Comité Bancário do Senado deverá confirmar o nome de Kevin Warsh para suceder a Jerome Powell na liderança da Reserva Federal norte-americana (Fed). A audição de Warsh perante os senadores nesta terça-feira durou duas horas e meia, durante as quais foi confrontado com todo o tipo de perguntas, desde a origem do seu património até às suas ideias sobre política monetária.

Uma das questões mais insistentes teve que ver com a independência da Fed face às exigências do Presidente dos Estados Unidos. A este respeito, Warsh afirmou que não acataria ordens de Donald Trump em matéria de política monetária e que nunca lhe foi pedido para baixar as taxas de juro.

“O presidente nunca me pediu para predeterminar, comprometer-me, fixar ou decidir qualquer taxa de juro em nenhuma das nossas conversas. Nem eu jamais concordaria em fazê-lo”, disse Warsh, em resposta ao senador John Kennedy, republicano da Louisiana.

Em entrevista à CNBC na manhã desta terça-feira, Trump reconheceu que ficaria “decepcionado” se uma Fed liderada por Warsh não cumprisse a promessa de reduzir as taxas de juro.

As declarações de Warsh deixaram em aberto a possibilidade de Trump ter manifestado preferência por taxas de juro mais baixas, mas sem o ter pressionado a assumir um calendário para essas descidas.

Warsh observou que a maioria dos presidentes prefere taxas de juro mais baixas e afirmou não acreditar que a expressão de opiniões por líderes eleitos comprometa a independência do banco central.

“Já ouvi muitos senadores desta mesma comissão expressarem opiniões fortes sobre as taxas de juro em anos anteriores. Os humildes banqueiros centrais deveriam ouvir e, depois, tomar as suas próprias decisões”, afirmou durante a audição.

Warsh disse ainda que gostaria de ver os dirigentes da Fed deixarem de fazer comentários prematuros sobre política monetária, deixando entrever a cultura que poderá tentar implementar caso seja confirmado no cargo.

“Muitos membros da Fed, tanto atuais como antigos, comentam antecipadamente onde acham que as taxas de juro deveriam estar na próxima reunião, no próximo trimestre ou no próximo ano”, afirmou. “Acho isso bastante prejudicial.”

Defendeu também que gostaria de ver “debates amplos e robustos” nas reuniões de política monetária da Fed.

“Costumo preferir reuniões mais caóticas do que outras, onde as pessoas não chegam com discursos ensaiados, mas em que podemos ter uma boa discussão em família”, disse Warsh.

O candidato proposto por Trump não se comprometeu a manter a prática atual de realizar uma conferência de imprensa após cada reunião do Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC).

“Atualmente, as conferências de imprensa são realizadas periodicamente. Se me perguntarem a minha opinião pessoal, os presidentes da Fed e outros membros do FOMC falam com bastante frequência. Não há falta de transparência”, afirmou. “Mas diria o seguinte: acredito que a procura da verdade é mais importante do que a repetição.”

O antigo presidente Ben Bernanke iniciou o modelo de conferências de imprensa trimestrais. O atual presidente, Jerome Powell, passou a realizar uma conferência após cada uma das oito reuniões anuais do FOMC.

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