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Futuro presidente da Fed tem património avaliado em mais de 85,3 milhões de euros

Kevin Warsh apresentou as declarações financeiras obrigatórias antes de ser indigitado para liderar o banco central dos Estados Unidos. A mulher tem um património estimado em 1,7 mil milhões de euros.

14 Abr 2026 - 14:10

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Kevin Warsh nomeado por Trump para a FED

Kevin Warsh nomeado por Trump para a FED

Kevin Warsh, ex-governador da Reserva Federal norte-americana e escolhido pelo presidente Donald Trump para liderar o banco central, apresentou nesta terça-feira as declarações de rendimentos, que indicam que possui ativos avaliados em mais de 100 milhões de dólares (85,3 milhões de euros). Este documento é imprescindível para que a sua nomeação avance no Senado, o que implica uma audiência, ainda sem data definida, noticiou a agência Reuters.

Embora seja difícil estimar o património líquido a partir dos formulários de ética do Governo dos EUA — uma vez que os ativos são apresentados em categorias amplas e, por vezes, sem critérios precisos —, a declaração apresentada por Warsh, com 64 páginas, inclui dois investimentos no valor de mais de 50 milhões de dólares (42,6 milhões de euros) cada no fundo Juggernaut Fund LP, bem como 10,2 milhões de dólares (8,7 milhões de euros) em honorários de consultoria no escritório de investimentos do gigante de Wall Street Stanley Druckenmiller.

O documento entregue no Escritório de Ética Governamental dos EUA é complexo. Os investimentos no Juggernaut Fund, por exemplo, incluem a ressalva de que os ativos subjacentes “não são divulgados devido a acordos de confidencialidade preexistentes”, com a promessa de Warsh de que “me desfarei deste ativo se o valor for confirmado”.

Estes ativos fazem parte de um conjunto de participações, incluindo cerca de duas dezenas na THSDFS LLC, algumas avaliadas individualmente em até cinco milhões de dólares (4,2 milhões de euros), cujos detalhes foram omitidos e que Warsh também prometeu alienar caso a informação seja confirmada.

A analista da OGE, Heather Jones, que aprovou o documento de Warsh, salientou que “assim que o declarante se desfizer destes ativos, estará em conformidade com a Lei de Ética do Governo”.

O documento lista dezenas de outros ativos sem especificar valores, na sua maioria ligados, a julgar pelas designações, à inteligência artificial e às criptomoedas, entre outros setores. Não ficou imediatamente claro por que motivo não foram indicados valores, mas as regras da OGE não exigem a sua divulgação para ativos com valor inferior a mil dólares (853,8 euros).

Entre estes ativos incluem-se a Cafe X, descrita como uma plataforma de cafetaria robotizada; a Cionic, uma empresa de “vestuário biônico pronto a usar que melhora o movimento”; a Blast, classificada como “a segunda camada do Ethereum geradora de rendimento”; e a Contraline, uma “solução contraceptiva masculina reversível”.

Os bens de Jane Lauder, mulher de Warsh, cujos interesses familiares incluem a multinacional de cosméticos Estée Lauder e que a Forbes estima ter uma fortuna de 1,9 mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros), também foram incluídos. Algumas participações em títulos municipais de Lauder foram avaliadas simplesmente como “mais de um milhão de dólares (853 mil euros)”.

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