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Commerzbank volta a rejeitar UniCredit acusando-o de não compreender o modelo de negócio do banco alemão

O Commerzbank mostra-se preocupado com a abordagem hostil do UniCredit, bem como com a "natureza e nível do ataque" a um concorrente.

21 Abr 2026 - 17:48

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Bettina Orlopp, CEO do Commerzbank, e Andrea Orcel, CEO do UniCredit | Foto: Commerzbank e UniCredit, editada por Rigby Ciprião, Jornal PT50

Bettina Orlopp, CEO do Commerzbank, e Andrea Orcel, CEO do UniCredit | Foto: Commerzbank e UniCredit, editada por Rigby Ciprião, Jornal PT50

O Commerzbank não tardou em pronunciar-se sobre a estratégia divulgada nesta segunda-feira pelo UniCredit para o banco alemão, onde apontava quais deviam ser as áreas de foco da instituição e o potencial de uma integração das duas empresas. Contudo, mais uma vez, o banco liderado por Bettina Orlopp não se mostrou contente com o avanço.

“Estamos surpreendidos pelo facto de o UniCredit ter demorado mais de 18 meses a apresentar um plano unilateral que demonstra uma falta de compreensão básica dos fatores determinantes do nosso modelo de negócio, apesar das reuniões regulares com os investidores realizadas durante esse período”, critica a CEO, citada em comunicado. O Commerzbank reitera que a atitude e o plano do segundo maior banco de Itália confirmam a falta de vontade de apresentar uma proposta construtiva. Pelo contrário, “é uma tentativa de proposta de reestruturação feita por um concorrente direto”.

“Uma aquisição levada a cabo desta forma é prejudicial para o valor para os acionistas e para a confiança das partes interessadas, algo essencial no setor bancário”, acrescenta a instituição.

O Commerzbank reforça que o proponente da Oferta Pública de Aquisição de 35 mil milhões não revelou novos detalhes sobre o plano de fusão, algo que o banco afirma já ter pedido várias vezes, sem sucesso. Mais ainda, a empresa entende que, apesar da tentativa de adquirir e controlar o segundo maior banco alemão, o UniCredit não apresenta uma proposta de valor aos acionistas, optando antes por atacar o atual desempenho e valorização da instituição.

O UniCredit já referiu por várias vezes que não pretende obter controlo do Commerzbank. Numa chamada com analistas, o CEO, Andrea Orcel, voltou a sublinhar este ponto, explicando que a atual posição do banco no capital do rival alemão permite alcançar um retorno sobre o investimento de 20%, algo que não será possível com uma posição muito elevada. O banco mantém, portanto, o objetivo de ficar apenas ligeiramente acima da linha dos 30%.

Por sua vez, a entidade bancária alemã defendeu o seu percurso, salientando que atingiu ou excedeu todos os objetivos a que se tinha proposto em 2025, “sem desmontar a sua pegada internacional e sem os riscos de execução inerentes a uma fusão transfronteiriça”. O Commerzbank vai apresentar no dia 8 de maio objetivos financeiros atualizados e uma nova estratégia até 2030.

O banco liderado por Orlopp diz-se ainda “altamente preocupado” com “a natureza e o nível de ataque” que o UniCredit escolheu endereçar a um concorrente e banco de importância sistémica.

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