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Maior furto de criptoativos de sempre: hackers roubam 5,66 mil milhões à Binance

A Binance garante que vai cobrir os fundos perdidos pelos clientes. Várias emissoras de 'stablecoins' já congelaram ativos rastreados.

30 Out 2026 - 11:27

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Foto Binance

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Foto Binance

A Binance revelou ter sido alvo de um ciberataque que resultou num furto de criptoativos no montante de 5,66 mil milhões de euros. Trata-se do maior roubo de ativos digitais alguma vez registado, de acordo com a informação avançada pela Reuters.

Citada pela agência de notícias, a empresa que opera a maior plataforma de negociação de criptoativos do mundo adiantou que se trata de um “ataque complexo” e garante que está a trabalhar com as autoridades para resolver a situação.

A Binance já assegurou que vai cobrir fundos perdidos por clientes. A instituição tem um fundo de reserva de 898,5 milhões, que já admitiu que vai usar, de acordo com o co-CEO Teng, bem como fundos próprios da Binance para cobrir esses custos.

Segundo a empresa de ativos digitais, várias emissoras de ‘stablecoins’, como a Tether, Circle ou a World Liberty Financial, da família Trump, já congelaram ativos rastreados, num montante total de 2,7 mil milhões. A Binance não deu informação sobre os restantes quase 3 mil milhões.

Este ciberataque resultou no bloqueio de serviços pela Binance, que adianta que a possibilidade de levantamento de fundos deve ficar disponível nas próximas 45 horas.

De acordo com a TRM Labs e a Chainalysis, empresas dedicadas à análise da tecnologia ‘blockchain’, este ciberataque é semelhante a outros grandes ataques cujas culpas foram atribuídas à Coreia do Norte. As instituições recordam o ataque à Bybit, em 2025, que o FBI atribuiu ao país asiático, e que consideram ter sido replicado nesta situação.

Por outro lado, Teng referiu que a empresa tem a sua investigação em curso e ainda não atribuiu qualquer responsabilização pela situação. A Binance explicou que uma investigação inicial concluiu que houve um computador portátil de um engenheiro hackeado, que serviu como ponto de entrada para os hackers.

Entretanto, a empresa já esclareceu que encontrou outros pontos de entrada adicionais.

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