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Maioria dos intermediários de crédito tem mais de 20 novos clientes por mês
Estudo da UCI revela que, para mais de metade dos inquiridos, o valor médio de aquisição dos imóveis financiados situa-se entre os 250.001 e os 500.000 euros
08 Jul 2026 - 09:31
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O valor médio de aquisição dos imóveis financiados através de crédito bancário em Portugal situa-se entre os 250.001 e os 500.000 euros, valores superiores ao montante médio do financiamento concedido, segundo um estudo da UCI (Unión de Créditos Inmobiliarios), instituição financeira especializada em crédito à habitação, apresentado esta semana em Lisboa.
De acordo com o estudo, para mais de metade dos intermediários de crédito inquiridos, o valor médio de aquisição dos imóveis financiados encontra-se entre os 250.001 e os 500.000 euros.
Em contrapartida, 37,4% dos intermediários consultados consideram que esse valor é inferior, enquanto 5,5% afirmam que é superior.
No que respeita ao montante do financiamento, o intervalo mais frequente (45,7%) situa-se entre os 150.000 e os 250.000 euros, seguindo-se o escalão entre os 250.001 e os 500.000 euros (42,7%).
Relativamente ao número de novos clientes, cerca de um quarto dos inquiridos refere receber entre 21 e 30 novos clientes por mês. No total, quase 67% dos intermediários de crédito têm mais de 20 novos clientes mensais.
Quanto ao número de escrituras, perto de metade dos inquiridos afirmou realizar, em média, menos de 10 escrituras por mês, enquanto cerca de 24% indicou efetuar mais de 20 escrituras mensais.
A maioria dos intermediários de crédito (55,3%) afirmou que o período entre o primeiro contacto com o cliente e a escritura varia entre 31 e 60 dias. Já para 38,1% dos inquiridos, esse prazo situa-se entre 61 e 90 dias.
“[…] Apenas 2,6% dos inquiridos afirmam que, habitualmente, os processos são escriturados em menos de 31 dias”, destaca o estudo.
No que diz respeito às perspetivas para o futuro, quase metade dos inquiridos acredita que o peso dos intermediários de crédito nos processos de financiamento irá aumentar, enquanto 39,2% considera que se manterá estável.
Mais de 40% dos intermediários apontam a notoriedade do setor como o principal fator para a evolução dos resultados do negócio. Seguem-se a robotização e a Inteligência Artificial (19,9%) e o alargamento dos serviços prestados (15,1%).
Para a realização deste estudo foi considerada a totalidade dos intermediários de crédito à habitação inscritos no Banco de Portugal, num universo de 2.276 profissionais.
A análise baseou-se em 733 questionários completos e válidos, respondidos por gestores de crédito. Destes, 505 foram realizados por telefone e 228 online, entre 9 de março e 24 de abril.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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