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Meloni aberta à venda da posição do Governo no MPS, mas sem pressa
A primeira-ministra italiana negou ainda preocupações sobre a investigação em curso que envolve o CEO do MPS e os dois maiores acionistas.
09 Jan 2026 - 14:45
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Giorgia Meloni, primeira-ministra de Itália | Foto: LinkedIn
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Giorgia Meloni, primeira-ministra de Itália | Foto: LinkedIn
O Governo de Itália está aberto a vender a sua posição no banco Monte dei Paschi di Siena (MPS), de acordo com a primeira-ministra, Giorgia Meloni. Contudo, não tem pressa em avançar com esse negócio, garante a líder italiana.
Citada pela Reuters, Meloni refere que a posição minoritária, de 4,9%, não tem influência significativa sobre o banco. No que toca à venda das ações restantes, a Reuters reportou em novembro que o executivo está a aguardar uma nova fusão para alienar a sua posição no banco. Recorde-se que o Governo italiano, no passado, tentou iniciar uma fusão do MPS com o Banco BPM, que caiu por terra com o lançamento da Oferta Pública de Aquisição do UniCredit sobre o BPM.
Sobre este tópico, Meloni confirma que vê de forma positiva a criação de um ator no setor bancário que possa competir diretamente com os dois maiores ‘players’, o Intesa Sanpaolo e o UniCredit. Contudo, sublinha que o Governo não tem a autoridade ou os meios para levar isso a cabo, referindo-se à pouca influência sobre a estrutura do MPS.
A primeira-ministra italiana negou ainda preocupação com a investigação em curso sobre o CEO, Luigi Lovaglio, e os dois maiores acionistas do MPS, Francesco Caltagirone e a ‘holding’ da família Del Vecchio, a Delfin, na pessoa do seu gestor Francesco Milleri. Também o ministro das Finanças, Giancarlo Giorgetti, já tinha negado antes qualquer interferência por parte do Governo.
A investigação do Ministério Público de Itália procura entender se houve uma ação concertada entre os três que não tenha sido comunicada aos supervisores financeiros do país, aquando da compra do Mediobanca pelo MPS, em 2025.
Meloni reitera que “os procuradores já afirmaram que não há nada de ilegal nas ações do Governo”. A primeira-ministra referia-se à última venda de ações do MPS que o seu Governo levou a cabo, no final de 2024.
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