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MPS e BPM em conversações sobre fusão amigável para pôr travão na OPA do Intesa Sanpaolo
O MPS e o BPM ponderam fundir-se para criar um grupo bancário que possa competir diretamente com o Intesa Sanpaolo e o UniCredit.
28 Jul 2026 - 15:05
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Foto: Jornal PT50/Sónia Santos Dias
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Foto: Jornal PT50/Sónia Santos Dias
O Monte dei Paschi di Siena (MPS) está em conversações com o Banco BPM sobre uma possível “fusão de iguais”, o que pode inviabilizar a Oferta Pública de Aquisição do Intesa Sanpaolo sobre o MPS. A informação é avançada pela Bloomberg.
A transação em questão pretende conjugar ações e dinheiro, com o objetivo de refletir o valor atual dos bancos na entidade final conjunta. No final de segunda-feira, o MPS tinha um valor de mercado de 35,8 mil milhões e o BPM de 24 mil milhões. São, respetivamente, o terceiro e quinto maiores bancos de Itália, em termos de ativos.
As fontes citadas pela agência de notícias indicam que um negócio desta índole pode criar um grande grupo bancário que compete com o Intesa Sanpaolo e o UniCredit sem afetar a estrutura do MPS. Atentam, contudo, que pode ser necessário vender algumas agências para resolver problemas de concorrência.
As mesmas fontes adiantam que as conversações são ainda embrionárias e uma proposta formal pode levar semanas.
Recorde-se que o MPS divulgou recentemente uma análise à proposta do Intesa Sanpaolo, considerando que a mesma apresenta uma subvalorização do banco e está sujeita a uma elevada incerteza.
No mesmo documento, a instituição reiterou que a proposta do BPM para uma fusão era algo digno de ser analisado e teria de ser averiguado de forma mais aprofundada.
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