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Negócios continuam a bom ritmo apesar da guerra no Médio Oriente
Banco Central Europeu divulga conclusões dos contactos com 67 empresas líderes não financeiras da zona euro no seu Boletim Económico.
15 Mai 2026 - 12:08
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Banco Central Europeu/Foto. BCE
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Banco Central Europeu/Foto. BCE
O Banco Central Europeu (BCE) divulgou nesta sexta-feira o seu Boletim Económico, no qual faz uma resenha das medidas de política monetária tomadas na reunião de 30 de abril, bem como do enquadramento económico vivido nos primeiros três meses de 2026, face à guerra no Médio Oriente.
Apesar de o Produto Interno Bruto (PIB) real ter crescido apenas 0,1% no primeiro trimestre de 2026, segundo a estimativa preliminar do Eurostat, sustentado pela procura interna, a instituição liderada por Christine Lagarde considera que as pressões inflacionistas decorrentes do atual choque energético “podem ser mais contidas do que as observadas na crise de 2022”.
As razões invocadas pelo BCE para esta conclusão prendem-se com o facto de “a procura global estar mais moderada do que no período posterior à pandemia de COVID-19 e a política monetária nas economias avançadas ser agora, em geral, neutra ou restritiva”.
“A rigidez do mercado de trabalho também diminuiu, refletindo-se numa menor relação entre vagas e desemprego e na moderação do crescimento nominal dos salários, reduzindo, assim, o risco de dinâmicas acentuadas entre salários e preços. A combinação destes fatores sugere que o aumento dos preços da energia terá um impacto menor sobre a inflação subjacente”, acrescenta o Boletim Económico.
Numa série de contactos recentes entre técnicos do BCE e representantes de 67 empresas líderes não financeiras que operam na zona euro, foi possível apurar que existe “um bom ritmo de negócios no primeiro trimestre, com poucos sinais, até ao momento, de que a procura esteja a reagir à guerra no Médio Oriente”.
“Embora alguns contactos tenham referido um início de ano lento, a atividade foi geralmente considerada boa ou em melhoria no primeiro trimestre, em grande parte em linha com — ou acima de — as expectativas anteriores”, adianta o supervisor europeu.
O crescimento continuava a ser impulsionado sobretudo pelo setor dos serviços, mas as encomendas e a produção também estavam a recuperar nos setores da indústria e da construção.
“Além de áreas específicas de perturbação diretamente ligadas aos acontecimentos no Médio Oriente — nomeadamente vendas para/na região e viagens para/de/através da região —, até ao final de março, as encomendas recebidas não indicavam uma desaceleração da atividade relacionada”, refere o BCE.
A instituição considera, de um modo geral, que “a perspetiva económica permanece altamente incerta, dependendo da duração da guerra e do seu impacto nos mercados da energia, de outras matérias-primas e nas cadeias globais de abastecimento. Ao mesmo tempo, balanços patrimoniais sólidos das famílias, juntamente com o aumento das despesas com defesa e infraestruturas, bem como o investimento contínuo em tecnologias digitais, deverão ajudar a amortecer o impacto”.
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