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Nova temporada do “Capital de Ideias” estreia-se com o atleta e cirurgião dentista Tomás Appleton
Tomás Appleton é o primeiro convidado da segunda temporada do webcast "Capital de Ideias" uma colaboração entre o Jornal PT50 e o Santander. Nesta série, saímos do estúdio para o Workcafé para sabermos como é que os jovens talentos gerem as suas finanças pessoais.
19 Jun 2026 - 07:00
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Francisca Solnado e Tomas Appleton após a gravação do webcast no Workcafé do Santander em Campo de Ourique
Na segunda temporada de Capital Ideias, exploramos a forma como diferentes gerações de portugueses encaram o dinheiro, a poupança e o investimento. O convidado deste episódio é Tomás Appleton, capitão da Seleção Nacional de Rugby, médico dentista e empreendedor, cuja trajetória combina disciplina, ambição e um forte sentido de equilíbrio entre carreira, família e realização pessoal.
Em resposta à provocação da entrevistadora Francisca Solnado, Tomás define-se como alguém de “mãos largas”, mas rapidamente esclarece que generosidade não significa descontrolo. A sua relação com o dinheiro assenta menos na acumulação e mais na liberdade de viver experiências significativas. Não hesita em gastar para estar com a família ou os amigos, porque acredita que o valor das memórias supera muitas vezes o valor dos bens materiais. As suas maiores extravagâncias, admite, são precisamente as viagens com quem lhe é próximo.
Desde cedo, os pais procuraram transmitir-lhe a importância de gerir o dinheiro com responsabilidade. Ainda adolescente, fez pequenos trabalhos para ganhar independência financeira e recorda, com humor, que os primeiros rendimentos foram rapidamente consumidos em momentos de diversão com os amigos.
A sua carreira profissional também revela uma visão pragmática do risco. Apesar de sempre ter sonhado jogar rugby ao mais alto nível, nunca encarou o desporto como única fonte de sustento. Chegou a jogar profissionalmente em Inglaterra, mas manteve o compromisso com os estudos e construiu uma carreira paralela em medicina dentária. Hoje, a sua prática clínica é a principal fonte de rendimento, enquanto o rugby continua a ser uma paixão exigente e uma responsabilidade nacional.
Esta dualidade permite-lhe falar com particular clareza sobre as especificidades do desporto em Portugal. Ao contrário do que acontece noutras modalidades ou países, a maioria dos jogadores de rugby nacionais não vive exclusivamente do jogo. Os rendimentos provêm sobretudo das compensações pela participação na seleção e dos prémios associados às competições, o que torna essencial uma gestão financeira prudente e uma visão de longo prazo.
Por isso, Tomás defende com convicção a importância da educação financeira no desporto. Nem todos os atletas têm a mesma preparação ou contexto familiar, e aprender a gerir recursos pode ser tão decisivo para o futuro quanto o desempenho dentro de campo.
Na esfera pessoal, mantém hábitos simples mas consistentes. Consulta as contas bancárias diariamente, uma prática que se intensificou à medida que aumentaram as responsabilidades familiares. Gere autonomamente as suas finanças, embora procure aconselhamento sempre que necessário, e acredita que a chave para a tranquilidade financeira reside na capacidade de poupar e reinvestir.
Quando questionado sobre o que significa sucesso financeiro, a resposta afasta-se dos clichés. Para Tomás Appleton, o sucesso não se mede pela ostentação nem pelo património acumulado. Mede-se pela capacidade de viver de forma equilibrada, controlar despesas, criar poupança e construir fontes de rendimento que tragam serenidade e liberdade.
As respostas rápidas da rubrica “Carteira Aberta” ajudam a completar este retrato. Prefere investir a poupar, escolhe casa própria em vez de arrendamento, valoriza experiências acima do património e, perante a escolha entre mais dinheiro ou mais tempo, não hesita: escolhe tempo. Uma resposta que talvez resuma toda a conversa.
E se lhe saísse o Euromilhões? Primeiro, umas férias em família. Depois, investimento em imobiliário e em novos negócios. Porque, mesmo quando imagina a abundância, Tomás Appleton mantém-se fiel à mesma ideia: o dinheiro vale sobretudo pela liberdade e pelas oportunidades que permite criar.
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