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EBA analisou evolução do risco de crédito em 43 grandes bancos europeus
Supervisor refere um panorama geral estável, juntamente com melhorias estruturais associadas às reformas regulatórias. O único banco português analisado foi o Millennium bcp
19 Jun 2026 - 07:30
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Millennium bcp/Foto: Luís Alves Almeida | Jornal PT50
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Millennium bcp/Foto: Luís Alves Almeida | Jornal PT50
A Autoridade Bancária Europeia (EBA) publicou, nesta quinta-feira, os seus Relatórios de 2025 sobre os exercícios anuais de avaliação comparativa de risco de mercado e de crédito, destacando o progresso contínuo na consistência e fiabilidade dos modelos internos dos bancos em toda a União Europeia (UE).
Foram analisadas 43 grandes instituições financeiras de 13 jurisdições europeias, entre as quais o Millennium bcp (o único banco português a integrar este exercício) e o Grupo BPCE, proprietário do Novo Banco.
O relatório apresentou uma análise da variabilidade identificada nos resultados apresentados pelas instituições de crédito da UE autorizadas a utilizar modelos internos para a determinação dos requisitos de fundos próprios para risco de mercado.
A avaliação é apresentada em dois relatórios específicos, abrangendo a Abordagem do Modelo Interno (IMA) e a Abordagem Padronizada Alternativa (ASA). Esta estrutura melhora a transparência e a clareza analítica, especialmente considerando que se espera que a ASA desempenhe um papel cada vez mais central no âmbito da futura estrutura do Fundamental Review of the Trading Book (FRTB), que irá alterar a forma como os bancos calculam o capital que precisam de reservar para cobrir perdas potenciais nas suas posições de mercado (ações, obrigações, câmbio, matérias-primas, derivados, entre outros).
A avaliação “demonstra uma melhoria significativa na qualidade dos dados de Avaliação Inicial de Mercado (IMV), com uma redução da dispersão entre as classes de ativos. A variabilidade do Valor em Risco (VaR) permanece em níveis historicamente baixos. No entanto, continua a verificar-se uma maior dispersão no VaR sob condições de stress (stressed VaR – sVaR) e na Taxa de Risco Incremental (Incremental Risk Charge – IRC)”, refere a EBA.
Os resultados relativos à ASA confirmam o seu papel enquanto estrutura mais estável e comparável, com melhorias contínuas ao nível da consistência. Em particular, a dispersão no Método Baseado em Sensibilidades (Sensitivity-Based Method – SBM) diminuiu novamente, atingindo uma média de 8%.
De acordo com o supervisor europeu, “o objetivo do exercício de benchmarking não foi fornecer uma avaliação exaustiva de todos os fatores que determinam a variação, nem dos requisitos de capital implícitos. Em vez disso, procurou proporcionar aos supervisores informação adicional sobre a forma como a comparabilidade pode ser reforçada e como a variabilidade atribuível a práticas não baseadas no risco pode ser reduzida”.
Os resultados do exercício de benchmarking de 2025 indicam uma diminuição geral da dispersão do IMV (Instrument Market Value / valor de mercado dos instrumentos) em todas as classes de ativos, em comparação com o exercício de 2024. Os instrumentos de ações, taxas de juro e spreads de crédito continuam a apresentar baixa dispersão.
A classe de ativos cambiais (FX) apresenta uma melhoria significativa, sobretudo devido a um esclarecimento relativo ao registo contabilístico (booking) de FX forwards (contratos a prazo de câmbio), o que aumentou a consistência dos dados apresentados.
Em contrapartida, a classe de ativos de matérias-primas continua a evidenciar elevada dispersão, principalmente devido a dois instrumentos incluídos numa amostra muito reduzida e ao pequeno número de submissões, fatores que influenciam negativamente o IQD médio.
Considerando todos estes aspetos, o registo contabilístico dos instrumentos para o exercício de 2025 foi, de forma geral, considerado bastante adequado.
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