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Novo presidente da Fed defende que “a inflação é uma escolha”
Kevin Warsh, nomeado por Donald Trump para substituir Jerome Powell à frente da Reserva Federal a partir de maio, considera que a instituição precisa de “reformas”.
30 Jan 2026 - 18:07
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Kevin Warsh nomeado por Trump para a FED
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Kevin Warsh nomeado por Trump para a FED
Está escolhido o sucessor de Jerome Powell na liderança da Reserva Federal norte-americana. Kevin Warsh nasceu a 13 de abril de 1970, em Albany, no estado de Nova Iorque. Estudou Políticas Públicas na Universidade de Stanford, com especialização em Economia e Estatística. Posteriormente, formou-se em Direito na Faculdade de Direito de Harvard, onde aprofundou estudos em direito, economia e política regulatória. Frequentou ainda programas em economia de mercado e mercados de capitais de dívida na Harvard Business School e na Sloan School of Management do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).
Em 1995, Warsh ingressou no departamento de fusões e aquisições da Morgan Stanley & Co., onde assessorou várias empresas de diferentes sectores, estruturou operações nos mercados de capitais e participou em financiamentos de dívida e de capital próprio. Em 2006, tomou posse como membro do Conselho de Governadores do Sistema da Reserva Federal, cargo que exerceu até março de 2011.
No ano passado, participou num encontro na Universidade de Hoover, onde defendeu que a inflação é “uma escolha” e criticou Jerome Powell por ter feito “escolhas imprudentes”. Considerou que a Reserva Federal tem estado a “defender os seus erros em vez de os corrigir” e que caiu naquilo que descreveu como a “tirania do status quo”.
Warsh acredita que a economia norte-americana continuará a crescer graças aos ganhos de produtividade e à inovação impulsionada pela inteligência artificial, fatores que considera essenciais para a próxima fase de expansão económica e que, na sua opinião, a FED está a travar.
Defendeu ainda um balanço patrimonial mais reduzido para a Reserva Federal, taxas de juro mais baixas e o abandono do que considera ser uma crença ultrapassada da instituição: a de que um crescimento económico forte conduz inevitavelmente à inflação.
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