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Operações de instituições financeiras não bancárias estão a afetar financiamento de empresas da Zona Euro
Os bancos estão a canalizar o seu financiamento para instituições não bancárias e estas estão a apostar mais em ações americanas, o que restringe as fontes de financiamento das empresas europeias.
17 Mai 2026 - 10:00
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As operações de instituições financeiras não bancárias (NBFI, na sigla inglesa) estão a afastar o financiamento das empresas europeias. Esta é a conclusão de dois estudos citados numa publicação no blog do Banco Central Europeu, que indica que isto é uma consequência de maior financiamento dos bancos europeus canalizado para as NBFI e também por estas instituições estarem a dar mais financiamento a empresas americanas.
“Quando os fundos de investimento da Zona Euro reestruturam as suas carteiras e favorecem ações norte-americanas, as empresas europeias têm mais dificuldade em angariar capital nos mercados”, explica os autores da publicação. Traduzindo isto em números, a investigação citada indica que o aumento de 1 ponto percentual no peso de ações americanas nos portfólios de NBFI está associado uma redução de 0,3 pontos percentuais no peso de ações de empresas europeias.
Os autores consideram que, ainda que a substituição não seja numa proporção de um para um, “é significativa e material” e “sugere que o crescente apetite por ativos americanos pode estar a restringir o financiamento para as empresas europeias”.
Do lado bancário, “está a desenvolver-se uma dinâmica semelhante”. “As exposições dos bancos a NBFI têm crescido consistentemente em anos recentes, atingindo 11% do total de ativos no fim de 2025”, nota a publicação, esclarecendo que maioria desta exposição é através de empréstimos diretos a fundos de investimento e outro tipo de instituições. Mais ainda, “uma parte substancial destes empréstimos são direcionados a entidades que operam fora da Zona Euro”.
Aqui, a investigação citada revela que quando um banco aumenta o seu financiamento a NBFI em 1 ponto percentual, o acesso a crédito de uma empresa nesse mesmo banco desce 0,55 pontos percentuais. “As empresas não conseguem compensar facilmente esse défice recorrendo a outros bancos ou instituições financeiras não bancárias para obter financiamento alternativo”, alertam os autores.
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