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Portugueses colocam menos dinheiro nos bancos apesar da subida dos juros

Remuneração dos novos depósitos a prazo aumenta pelo quarto mês consecutivo e fixa-se em 1,48%, mas Portugal continua a ter a sexta taxa mais baixa da zona euro

03 Jul 2026 - 11:29

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Emissão no valor de cinco milhões de euros envolveu cinco empresasFoto Freepick

Emissão no valor de cinco milhões de euros envolveu cinco empresasFoto Freepick

Os juros que remuneram os depósitos dos particulares aumentaram pelo quarto mês consecutivo. Segundo os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Banco de Portugal, a taxa de juro média dos novos depósitos a prazo passou de 1,34% em janeiro para 1,48% em maio. Ainda assim, Portugal continua a apresentar a sexta taxa mais baixa da zona euro.

O país que oferece a remuneração mais elevada é os Países Baixos, com uma taxa de 2,49%, enquanto a Grécia regista a mais baixa, de 1,15%. A média da zona euro situa-se nos 1,96%.

O montante das novas operações de depósitos a prazo de particulares totalizou 12.422 milhões de euros, menos 976 milhões de euros do que em abril.

Nos novos depósitos com prazo até um ano, a taxa de juro média subiu 0,04 pontos percentuais. Estes depósitos representaram 97% do total de novos depósitos efetuados por particulares em maio.

Recorde-se que, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) registou uma variação homóloga de 3,1% em maio, pelo que a rentabilidade real dos depósitos a prazo continua a ser significativamente negativa.

No que respeita às empresas, a taxa de juro média dos novos depósitos a prazo fixou-se em 1,88% em maio, mais 0,05 pontos percentuais do que no mês anterior.

O montante das novas operações de depósitos totalizou 11.636 milhões de euros, mais 310 milhões de euros do que em abril. Os depósitos a prazo com maturidade até um ano representaram 99,6% do total de novos depósitos a prazo constituídos por empresas.

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