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Primeira reunião presidida por Kyriakos Pierrakakis decide destino de Centeno no BCE
Em estreia nas funções de presidente do Eurogrupo, o grego terá em mãos o processo de seleção do vice-presidente do BCE
19 Jan 2026 - 07:15
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Kyriakos Pierrakakis, novo presidente do Eurogrupo
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Kyriakos Pierrakakis, novo presidente do Eurogrupo
É a primeira reunião presidida pelo grego Kyriakos Pierrakakis, eleito para a liderança do Eurogrupo em dezembro passado. Na agenda estão, entre outros temas, a atualização do processo de transição para o euro na Bulgária, que adotou a moeda única a 1 de janeiro, e o processo de escolha do próximo vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), assunto que deve dominar a reunião de hoje.
Numa posição não vinculativa manifestada na semana passada, a Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu considerou Mário Centeno e o candidato da Letónia, Mārtiņš Kazāks, como “candidatos preferenciais para o cargo” de vice-presidente do BCE, que ficará vago no final de maio. Nesse mesmo período, os eurodeputados realizaram audições informais aos seis candidatos.
Entretanto, a Estónia, a Letónia e a Lituânia, que nunca tiveram representação no Comité Executivo do BCE, enviaram, na semana passada, uma carta conjunta aos membros do Eurogrupo na qual defendem o valor de eleger qualquer um dos seus três candidatos. “Chegou o momento de os países bálticos terem representação ao mais alto nível do Comité Executivo do Banco Central Europeu”, asseguram os responsáveis económicos dos países na missiva.
Fontes próximas do Eurogrupo indicaram ao jornal digital Expansión que, entre os Estados-Membros, causou surpresa o facto de os países bálticos terem apresentado três candidatos diferentes — Madis Müller, da Estónia; Mārtiņš Kazāks, da Letónia; e Rimantas Šadžius, da Lituânia — numa única proposta. Em resposta a estas dúvidas, optaram por formar esta frente comum, na qual não hesitam em afirmar aos seus homólogos que “temos confiança de que qualquer um [dos três candidatos], se for eleito, contribuirá de forma significativa para a qualidade da política monetária do BCE”.
“Estamos a apresentar candidatos com um nível de conhecimentos, experiência e capacidades excecionais”, asseguram os ministros, acrescentando que “existe uma sub-representação destes países nas operações monetárias quotidianas” da UE.
Segundo um comunicado oficial: “Após a discussão no Eurogrupo, o Conselho adotará uma recomendação ao Conselho Europeu, atuando por maioria qualificada reforçada dos Estados-Membros da área do euro. Esta maioria exige o apoio de 72% dos Estados-Membros da área do euro (ou seja, pelo menos 16 dos 21 países da zona euro), representando pelo menos 65% da população da área do euro”.
“De acordo com o processo de seleção estabelecido no Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, o BCE e o Parlamento Europeu serão consultados antes de uma decisão final ser tomada pelo Conselho Europeu”, refere o mesmo documento.
Hoje, para além da presença habitual do ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, estará também como convidada a Comissária Europeia dos Serviços Financeiros, Maria Luís Albuquerque, o que poderá constituir um apoio adicional para o candidato português.
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